Os investigadores da Polícia Civil vão permanecer de braços cruzados até amanhã. Em assembléia geral, realizada na última segunda-feira, eles decidiram pela paralisação de todas as atividades na sexta-feira, sábado e domingo. Em todo o Estado estão funcionando apenas os plantões de flagrantes das delegacias e Centros Integrados de Segurança e Cidadania (Ciscs) de Mato Grosso. A categoria reivindica reajustes e o ajuste do plano de carreiras. Desde janeiro de 2006 os investigadores estão em negociação com o governo do Estado, mas as discussões não avançaram, segundo os policiais. Eles querem reajuste salarial para R$ 2.300. Os investigadores não aceitaram a contra-proposta apresenta pelo Governo de R$ 1.619. Hoje, cada policial recebe R$ 1.300 por mês. O presidente interino do Sindicato dos Agentes Prisionais e Investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso (Sigespoc-MT), José Aquino, informou que na próxima segunda-feira, dia 14, outra assembléia será realizada e os policias vão decidir qual o rumo que o movimento tomará a partir dos próximos dias. Em indicativo de greve há quase dois anos, os investigadores realizam paralisações periódicas aos finais de semana e quinzenalmente. No último dia 27, cerca de 50 investigadores fizeram um protesto em frente à sede da Diretoria da Polícia Civil. Eles reclamaram da falta de comprometimento do governo do Estado com a segurança pública. Estamos desmotivados, arrasados. Isso mostra o descaso com que a segurança pública é tratada aqui no Estado, afirmou o sindicalista. Em Mato Grosso existem aproximadamente 1.700 investigadores, sendo 550 lotados em Cuiabá. (A.A)