A primeira portaria determinando a interdição da Terra Indígena Rio Pardo foi publicada em 2001. Segundo a Funai, a medida se deu após a descoberta, dois anos antes, de um grupo de índios isolados por frentes de pesquisa de madeira na região dos rios Guariba e Aripuanã. Além de realizar atividades de proteção, a interdição da área visou dar condições para que a FUNAI realizasse os estudos antropológicos necessários para identificação da área efetivamente ocupada, diz a portaria publicada na última semana. Ainda em 1999, a FUNAI deslocou para a região uma equipe da Frente de Proteção Etno-Ambiental do Madeirinha (FPEAM). Entre junho de 1999 e outubro de 2006, o trabalho levou à localização de 45 acampamentos provisórios e duas malocas, periodicamente revisitados. Até agora, o levantamento aponta a ocorrência de pelo menos duas famílias, entre 19 e 26 indivíduos. Nos contatos visuais (...) se apresentaram às equipes da FPEAM três casais, dois deles acompanhados: um por um garoto e o outro por uma mocinha. (RV)