A Infraero não divulgou data para a retomada da instalação de um Módulo Operacional Provisório (MOP) no setor de desembarque do aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Após a divulgação da rescisão contratual com a empresa que deveria instalar o MOP até dezembro do ano passado (expandindo a atual exígua capacidade de desembarque do terminal), a Infraero divulgou nota na qual se limitou a afirmar que buscará as melhores opções, de acordo com o que prevê a lei, no menor prazo possível. Por outro lado, o diretor interinstitucional da Agecopa, Agripino Bonilha, informou que se reuniu ontem com representantes da Infraero, que anunciaram para a semana que vem o lançamento de uma nova concorrência pública para a instalação do MOP. Caso a nova licitação corra sem contratempos, a previsão dada pelos representantes da empresa pública em reunião com a Agecopa mas não confirmada em nota oficial divulgada à imprensa na tarde de ontem é de que em quatro a cinco meses o MOP entre em funcionamento. O MOP foi anunciado pela Infraero em julho do ano passado como alternativa provisória ao desembarque no Marechal Rondon enquanto as obras de ampliação propriamente ditas do terminal não forem realizadas (a ampliação deve ficar pronta até o primeiro semestre de 2013). A estrutura de R$ 2,7 milhões chegou a ser criticada como um puxadinho, mas a Infraero assegurou desde o início que o MOP e suas armações metálicas com esteiras e ar-condicionado proporcionaria tanto conforto aos passageiros em desembarque quanto a estrutura definitiva ainda a ser licitada. O cálculo é de que até 4 milhões de passageiros poderiam desembarcar em Cuiabá anualmente com o MOP. A instalação foi devidamente licitada, mas a Infraero informou que a empresa vencedora simplesmente descumpriu prazos e abandonou os trabalhos, que deveriam estar prontos até dezembro - motivos que levaram à rescisão. Para Bonilha, o episódio só reforça o fato de que a Infraero não tem acompanhado o crescimento do país, frustrando a expectativa de estrutura não só das cidades-sede da Copa de 2014, como Cuiabá. Ele só se diz tranquilo porque aposta que a presidente Dilma Rousseff tratará pessoalmente do imbróglio. Já o presidente do Sindicato das Empresas de Turismo, Oiran Gutierrez, mostrou-se profundamente irritado. O aeroporto vai ser o grande mico da Copa em Cuiabá, esbravejou, repetindo a previsão feita em maio de 2009, quando cobrou empenho do governo estadual na busca por uma solução para o terminal, já desconfiado da falta de comprometimento da Infraero com Mato Grosso.