Das 56 indústrias fiscalizadas pelo Corpo de Bombeiros em Várzea Grande neste mês, nenhuma possuía alvará de prevenção contra incêndios e pânico. Conforme o responsável pelo 2º Batalhão, tenente-coronel Vagner Jorge Santino, o problema é que muitos proprietários aguardam a notificação para regularizar a situação. Algumas pessoas vêm nos procurar, mas muitos casos esperam nossa visita, explica Santino. Diante da situação, a operação que tinha previsão para ser concluída no dia 31 de outubro, será prorrogada por mais 60 dias. Desde o início do ano, 786 notificações foram realizadas pelos bombeiros no segundo maior município do Estado. Entre as principais irregularidades está a ausência de extintores e sinalização às saídas de emergência, além de instalações elétricas deficientes. Mas as vistorias que identificam essas falhas são feitas apenas nos lugares que têm o alvará. Os que não têm são notificados de imediato, explica o tenente-coronel. Ele justifica que o trabalho se intensificou há um ano e que a equipe é pequena para a demanda. Para evitar que mais estabelecimentos funcionem sem o alvará, o Corpo de Bombeiros planeja implantar um termo de cooperação com a prefeitura. Santino pondera, no entanto, que o projeto ainda está em fase de estudo. Essa nova modalidade vincula o alvará da prefeitura ao de prevenção de incêndios, mas ainda estamos na fase burocrática. É preciso avaliar as mudanças nas legislações estadual e municipal. Depois de implanta o sistema funciona muito bem, por muito tempo, explica. Além das indústrias, neste mês também foram notificados oito escolas e quatro estabelecimentos comerciais que funcionavam sem o alvará dos bombeiros. O prazo para regularizar a situação é de 30 dias. Caso nenhuma medida seja adotada, uma multa é aplicada. A reincidência pode resultar na interdição do local. Na Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) ninguém foi encontrado para comentar a situação.