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CIDADES
Quinta-feira, 10 de Julho de 2008, 21h:14

AMBIENTE

Indonésios querem sistema de MT

Cinco técnicos do Ministério de Florestas da Indonésia estão em Mato Grosso para conhecer o sistema de monitoramento de desmatamento da Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente). O objetivo é desenvolver naquele país um sistema aos moldes do brasileiro, que detecta as áreas de desmate para avaliação anual. O maior interesse da delegação é quanto ao sistema de licenciamento ambiental. É que na Indonésia todas as propriedades são do governo, não existindo, portanto, áreas particulares. É feita a concessão do uso. Não há também autorização de desmatamento de floresta, exceto no uso de planos de manejo para agricultura. Segundo eles, entre 2000 e 2005 foram desmatados no país cerca de 1 milhão de hectares por ano. Lá, assim como aqui, predomina floresta tropical. “A maioria do desmatamento na Indonésia é ilegal”, disse Kátia Costa, consultora do Ministério de Florestas. Brasileira, ela atua como facilitadora da troca de experiências entre as instituições dos dois países. Em Mato Grosso, o sistema de monitoramento remoto foi implantado em 1999. Desde então, conforme o superintendente de gestão florestal da Sema, Alex Marega, todos os estados da Amazônia Legal já copiaram o modelo. A meta agora, informa, é reduzir o prazo de licenciamento ambiental que é expedido em um ano para apenas três meses. Além da Sema, em Mato Grosso, os indonésios vão visitar ainda o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Eles já foram até o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), responsável pelos dados de desmatamento do Brasil. Por causa da não existência de propriedades particulares na Indonésia, eles terão de fazer adaptações para emissão de licenças caso implantem o sistema brasileiro. O projeto indonésio deve ter um custo inicial de US$ 2 milhões. A implantação, porém, deve ser feita ao longo de três anos com financiamento do Banco Mundial e o governo da Austrália.

Edição EDIÇÃO 16960




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