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CIDADES
Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009, 21h:09

POBREZA

Índice é o menor na história do Estado

Secretária Terezinha Maggi destaca redução para 17,2% no acumulado dos últimos seis anos, percentual, pela 1ª vez, abaixo da marca de 20%

ALECY ALVES
Da Reportagem
Dados compilados pela Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs) apontam que a pobreza reduziu de 23,6% para 17,2% em Mato Grosso nos últimos seis anos – desde o início do governo Blairo Maggi (PR). De acordo com a secretária de Estado e primeira-dama Terezinha Maggi, essa é a primeira vez na história mato-grossense que tal índice está num patamar inferior à marca de 20%. Os números foram exaltados por Terezinha durante encontro em que apresentou aos novos prefeitos e secretários municipais de Assistência Social os projetos, programas e ações na área e no campo da capacitação profissional. Segundo a Setecs, os índices têm como fonte o último estudo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Terezinha Maggi atribui a redução da taxa de pobreza em Mato Grosso aos programas de transferência de renda, em especial o Bolsa-Família, e à capacitação para o mercado de trabalho. Em paralelo, conforme levantamento da Setecs, em seis anos, o governo estadual investiu R$ 179,8 milhões em 16,3 milhões de atendimentos a famílias e cidadãos em todos os programas e ações sociais, de trabalho e geração de renda. De acordo com a primeira-dama e secretária, reduzir ainda mais os níveis de miséria é uma das prioridades do governo estadual. Para isso, ela destaca que desde 2003 o Estado trabalha com quatro eixos: assistência social como intervenção na vida das famílias, garantia de direitos como afirmação de respeito ao cidadão, comunitarismo como fator de agregação social, e o trabalho como meio de emancipação das famílias. Terezinha destacou os programas de promoção para o trabalho, citando como exemplo aqueles que oferecem qualificação profissional. De acordo com a secretária, é fácil acessar cursos que preparam os jovens e aqueles que perderam o emprego e querem retornar ao mercado de trabalho. Em coletiva à imprensa, a secretária lamentou o fato de existir vagas de trabalho sobrando no Sistema Nacional de Emprego (Sine) por falta de mão-de-obra qualificada. Ela observou que durante o ano inteiro há oferta de cursos, definidos conforme a necessidade do mercado. Mesmo assim, nem sempre as empresas conseguem preencher as vagas de trabalho. Para este ano, informa Terezinha, estão sendo oferecidas 10 mil vagas para aprendizagem e atualização nas áreas no comércio, indústria, construção civil, agricultura e pecuária. Como exemplo de melhoria da qualidade de vida das famílias de baixa renda, Terezinha Maggi aponta o programa estadual de micro-crédito, que empresta até R$ 1 mil, sem juros, para aqueles que trabalham como autônomos. Ela disse que esse programa está servindo de modelo para outros estados e anunciou o aumento de 50% no valor do empréstimo. Este ano, embora ainda esteja definido a partir de quando, as pessoas que não podem acessar recursos em bancos porque estão com alguma pendência financeira poderão emprestar até R$ 1,5 mil via micro-crédito. Esse programa, completa a secretária, tem um dos índices mais baixos de inadimplência, de 9,5%.

Edição EDIÇÃO 16961




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