CIDADES
Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009, 09h:05
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ESTÁGIOS NA SAÚDE
Impasse continua e alunos protestam
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Estudantes dos cursos de Medicina, Nutrição e Enfermagem da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foram ontem para a porta da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no Porto, protestar contra as novas exigências estabelecidas por meio da portaria 050/2009 para estágios nas unidades de saúde da Capital. A portaria impõe várias condições, entre elas, que a atividade seja exercida em apenas 16 sedes do Programa de Saúde da Família (PSFs) e com número máximo de quatro acadêmicos cada. Não dá para atender toda a demanda da universidade, argumentou o acadêmico de Medicina Pedro Henrique Maggi. De acordo com a coordenadora de Cultura do Centro Acadêmico (DCE), Jaqueline Stevanato, a reivindicação é que esse número seja aumentado para de seis a oito estagiários. Entre os níveis médio e superior são 1.300 estagiários ao ano atuando somente na Capital. Stevanato afirmou que, ao contrário do que a SMS alega, os estágios acontecem de forma organizada, que as atividades dos três cursos são distintas e, na maioria das vezes, em salas separadas. Nossa principal reivindicação é o aumento deste teto, reforçou. Outra preocupação é que a portaria também prevê que materiais usados pelos estagiários, como luva e seringa, sejam bancados pelas instituições de ensino. Além disso, segundo os manifestantes, nenhum estagiário havia retomado as atividades na última segunda-feira, conforme informou a SMS. Sem estágio não há formação de qualidade e a população é a principal prejudicada, comentou. O convênio entre a UFMT e a SMS chegou a ser rompido e, um novo só foi assinado na última semana. Entre os motivos alegados pela administração municipal está o excesso de estudantes em determinadas unidades, em detrimento de outras. Além disso, alguns médicos estariam atuando em outras funções durante o horário de serviço nas unidades. Enquanto a manifestação, denominada de ato de branco, acontecia do lado de fora, dentro da SMS era realizada uma reunião entre o secretário de Saúde, Luiz Soares, e representantes da reitoria da UFMT. O resultado da reunião seria repassado aos acadêmicos somente à tarde, quando também seria realizada uma assembléia geral. Os acadêmicos não descartavam a possibilidade de uma greve geral ou mesmo ocupação do prédio da reitoria, caso as negociações não avançassem.