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CIDADES
Segunda-feira, 27 de Julho de 2009, 21h:15

CASO KAYTTO

IML terá de ouvir parentes do pedófilo

KEITY ROMA
Da Reportagem
O Instituto Médico Legal (IML) entrevistará os familiares de Edson Alves Delfino, de 29 anos, para verificar informações sobre os possíveis problemas mentais do pedófilo. O assassino-confesso de duas crianças, uma delas o menino Kaytto Guilherme Nascimento, 10 anos, se recusou a responder as perguntas da perícia do IML para o exame de sanidade mental. A análise sobre a sanidade do réu foi solicitada em juízo pelo defensor público que atua no caso, Altamiro Araújo, e, se comprovado que o homicida possui distúrbios, ele é considerado inimputável e não vai a júri popular. Apenas passa a cumprir medida de segurança com tratamento psiquiátrico. A pena, então é revista a cada dois anos e, se considerado curado por peritos forenses, o acusado pode obter a liberdade. Contudo, a recusa de Delfino em responder ao questionário pode fazer com que automaticamente ele seja considerado imputável, segundo o coordenador do IML, Jorge Caramuru. “Vamos conversar com os parentes dele e com as demais pessoas que tiveram algum tipo de convivência com ele. Depois, vamos tentar ouvi-lo novamente, e se ele se recusar, o exame fica descartado”, disse o médico. O defensor público alega que a frieza e o modo como o pedófilo cometeu os dois assassinatos não fazem parte do perfil de uma pessoa normal, sem problemas psiquiátricos. Por isso, apenas levá-lo a prisão não seria interessante à sociedade, já que, quando obtivesse a liberdade provisória, possivelmente voltaria a cometer crimes semelhantes. “Não posso dar um diagnóstico porque não sou psiquiatra. Contudo, acredito que existem outros meios de detectar os distúrbios, como uma tomografia computadorizada por exemplo. Já pensou se todo exame de sanidade dependesse do paciente falar? Se não forem realizados exames clínicos, além das entrevistas, vou pedir impugnação do laudo”, defendeu Araújo.

Edição EDIÇÃO 16962




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