CIDADES
Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011, 19h:45
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SAÚDE
Hospital investiga possível erro médico
Investigação interna no Hospital São Mateus, em Cuiabá, vai apurar por que a aposentada Erondina de Souza teve um pé sadio operado
ALECY ALVES
Da Reportagem
Está sob investigação interna no Hospital São Mateus, em Cuiabá, o suposto erro ocorrido na cirurgia da aposentada Erondina de Souza Fabian, de 61 anos. Ela deveria ser operada de uma fratura no pé esquerdo, mas acabou sofrendo a primeira intervenção cirúrgica no pé direito, membro que não apresentava nenhuma lesão. Apenas três dias depois fez a cirurgia do pé fraturado. O diretor médico do São Mateus, Elton Maia Teixeira, informou que a apuração está sendo feita pelo conselho hospitalar, um órgão composto por médicos eleitos por outros médicos da própria unidade especificamente para a função. Esse conselho é autônomo, não havendo em sua composição nenhum diretor do hospital. Entretanto, diz o diretor, não tem poderes deliberativos, ou seja, não decide sobre medidas punitivas para profissionais ou mesmo contra o hospital. Em um prazo que pode variar de 30 a 60 dias, explica Elton Teixeira, essa apuração deverá ser concluída com um relatório detalhando o que aconteceu. Esse relatório, observa, terá obrigatoriamente de ser protocolado no Conselho Regional de Medicina (CRM). Conforme o diretor médico, o hospital tomou conhecimento do suposto erro por meio da filha da aposentada, Lucimar de Souza, depois que a paciente já havia operado os dois pés. Elton Teixeira disse que não cabe e não seria ético da parte dele dizer se o ortopedista Marcelo Dutra cometeu ou não um erro no exercício da profissão, e sim ao CRM, entidade que tem, entre outras atribuições, a responsabilidade de investigar a conduta dos profissionais. O hospital, assegura o diretor, vem atendendo Erondina Fabian fora do ambiente hospitalar, conforme as solicitações feitas pela família. Anteontem, por exemplo, quando a aposentada deixou o hospital depois de 63 dias de internação, o São Mateus levou para a residência dela cadeiras de banho e de rodas, e está disponibilizando uma pessoa para auxiliá-la no período de recuperação. Já o CRM, por meio da assessoria de imprensa, se limitou a confirmar que uma sindicância foi instaurada para apurar a conduta do médico, mas essa apuração ocorre em sigilo. O médico Marcelo Dutra não retornou os telefones feitos pela reportagem do Diário.