A greve dos técnicos de enfermagem e enfermeiros dos hospitais particulares e filantrópicos chega ao 9º dia com restrições nos serviços de pronto-atendimento, internações em geral e cirurgias eletivas. A partir de hoje, conforme anúncio dos Sindesmat(Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde), as unidades vão receber somente os casos de urgência e emergência. Por falta de técnicos no serviço de triagem das unidades, caberá às equipes plantonistas avaliar o grau de necessidade de assistência imediata dos pacientes que forem até os hospitais. Ontem, o Sindesmat emitiu um comunicado, no qual diz que a medida está sendo adotada em razão do número insuficiente de técnicos de enfermagem que têm comparecendo em seus postos de trabalho. Desde o início greve, as unidades hospitalares estão funcionando com 30% do quadro normal nos centros cirúrgicos, enfermarias, apartamentos e prontos-atendimentos. E 50% nas UTIs. Os técnicos reivindicam reajuste do piso salarial de R4 827,00 para R$ 1.000,00(o que equivaleria a 21%), enquanto os enfermeiros querem elevação de R$ 1.621 para R$ 2 mil. O sindicato patronal ofereceu correção de 7%, conforme resultado da última rodada de negociações, proposta recusada pelos trabalhadores. (AA)