CIDADES
Quinta-feira, 07 de Agosto de 2008, 21h:34
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POLÍCIA MILITAR
Homens sem farda em Rondonópolis
NAÍLA ALBUQUERQUE
Da Reportagem/Rondonópolis
Enquanto os policiais militares do 5º Batalhão da Polícia Militar de Rondonópolis continuam trabalhando à paisana (sem fardamento), o efetivo enviado da Capital para dar reforço durante esse período crítico toma as ruas da cidade, reforçando a segurança no município. As mulheres da família miliciana montaram ontem um ponto de apoio à mobilização em frente ao Centro de Operações Policiais Militares (Copom), no centro da cidade. No local, colocaram uma tenda, uma faixa de protesto e as fardas dos policias sujas e penduradas em varais improvisados. Ao lado do Copom, a comissão das milicianas montava novas estratégias para dar continuidade à mobilização e ganhar a adesão de outros municípios. A ação das esposas iniciou no último sábado, quando molharam as fardas dos maridos, esvaziaram os pneus de viaturas, impediram que cinco das sete ambulâncias do Samu realizassem atendimentos e impossibilitaram o uso de uma viatura auto-bomba tanque dos bombeiros. Após uma série de protestos, negociaram cessar o movimento na terça-feira, após a Assembléia Legislativa do Estado votar um reajuste de 10%, no entanto, no dia seguinte os militares continuaram trabalhando sem as fardas. O movimento das mulheres milicianas, segundo a presidente da Associação, Adriana Brasil, vai continuar em Rondonópolis até que sejam ouvidas, pois não concordam com o reajuste oferecido pelo governo. Elas requerem um reajuste de 30% no salário dos praças da Polícia Militar e do bombeiro militar, pois alegam que os profissionais não recebem aumento salarial há 8 anos. Devido a esses acontecimentos, ainda ontem os policiais e bombeiros trabalharam à paisana. Os policiais que não estavam em horário de trabalho não necessitaram cumprir aquartelamento porque todos haviam sido liberados, já que a unidade do quartel não possui alojamento e estrutura para oferecer alimentação aos profissionais, segundo um dos policiais. O comandante geral da Polícia Militar, coronel Antônio Benedito Campos Filho, avaliou o movimento como uma ação de cunho político, pois o reajuste salarial votado esta semana na Assembléia Legislativa havia sido discutido com a categoria e teve aprovação de 76% dos militares envolvidos na negociação. Na quarta-feira, nos reunimos com as mulheres da Associação e elas não apresentaram propostas em nenhum momento. Apenas eram irredutíveis quanto à paralisação do movimento, destacou ele.