CIDADES
Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010, 20h:55
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VÁRZEA GRANDE
Homens invadem e destroem plantio
Como se não bastasse terem ficado praticamente isolados pela demolição de uma ponte, os moradores dos bairros Monte Castelo e Vila Operária, em Várzea Grande, agora estão preocupados com a ameaça de terem suas terras invadidas por terceiros que se declaram os verdadeiros donos. Ontem, uma plantação mantida há dez anos por um dos moradores foi invadida e devastada por homens que, sem nenhum documento, apresentaram-se como donos do terreno a bordo de uma pá-carregadeira. A plantação era do porteiro Antônio Borges Pereira, de 63 anos. Ele vive sozinho numa casa de madeira construída no terreno há dez anos, onde sempre plantou caju, banana, cana-de-açúcar, milho e mandioca. Ele relata que tem as escrituras da terra, comprada de um amigo. Desde que se mudou para o terreno, conta seo Antônio, nunca houve problemas com a titulação da área. Entretanto, há cerca de um mês, um homem que se apresentou como Joaldo apareceu reclamando direito sobre o local, mas sem qualquer documento que lhe atribuísse a titularidade. Ele teria inclusive feito uma proposta indecorosa: afirmando que intencionava vender o terreno, disse que ficaria quites com Antônio caso este lhe pagasse R$ 1 mil. Indignado, Seo Antônio recusou, mas acredita que o episódio há cerca de um mês tenha algo a ver com o ocorrido ontem, no início da tarde. Antônio estava dentro de casa quando cinco homens chegaram com uma pá-carregadeira e começaram a invadir a parte plantada do terreno. Amigos de Antônio, moradores da comunidade, logo conseguiram chamá-lo. Segundo um deles, Gonçalo Manuel da Silva, os cinco homens inicialmente se apresentaram como se fossem da Prefeitura de Várzea Grande, mas sem qualquer papel que provasse e ignoraram quando lhes foi exigido qualquer papel que comprovasse. A máquina pertencia a uma empreiteira e rapidamente devastou toda a plantação. Os homens ainda disseram que pagariam R$ 50 a Antônio pelo estrago e foram embora, deixando os moradores no entorno indignados. É uma covardia, revolta-se o vizinho Celso Antônio Islongo, apontando uma outra propriedade próxima que também já foi alvo de tentativas de invasão pelo menos quatro vezes. Seo Antônio registrou tudo num boletim de ocorrência policial e disse que cuidará do caso na Justiça. Não tenho medo de ninguém.