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CIDADES
Quarta-feira, 06 de Junho de 2007, 20h:53

NÍVEL SUPERIOR

Greve de universitários em Cuiabá

KEITY ROMA
Da Reportagem
A onda de protestos de alunos de universidades públicas chegou a Cuiabá. Estudantes do curso de Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estão em greve e se recusam a assistir às aulas. Eles iniciaram a mobilização há nove dias e formalizaram a paralisação anteontem. Outras manifestações também estão sendo realizadas no campus da instituição, em frente à reitoria existe até um acampamento. “Entramos em greve para apoiar a paralisação dos servidores técnicos da UFMT. Se os técnicos conseguirem o que estão reivindicando, isso será bom para os alunos. A intenção não é esvaziar a universidade, mas sim que todos venham e não entrem nas salas. Estamos chamando outros cursos também para entrarem no movimento”, disse o estudante de matemática, Wilson Esteves Pereira. A continuação do movimento é resultado de uma assembléia com cerca de 100 alunos esta semana. A principal reclamação dos mobilizados é a falta de estrutura para estudar por conta da paralisação dos técnicos. A biblioteca e o Restaurante Universitário (RU) estão fechados. “Como é que a gente estuda sem livro e sem comer? Só vamos voltar quando os servidores voltarem”, falou a acadêmica Ana Maria Ferreira Lemes. Apesar de achar a causa justa, a coordenação do curso ainda não decidiu se as aulas serão repostas ou se os alunos ficarão com faltas e sem o conteúdo. Em greve há 11 dias, os servidores técnicos reivindicam aprimoramento das carreiras, que desde quando foram criadas, não sofreram modificações, o que está prejudicando os trabalhadores que têm nível superior. Porém, a pauta é muito mais extensa que isso e se trata até da luta contra o sucateamento da universidade. Segundo o comando de greve, servidores de outras 39 instituições aderiram ao movimento que não tem data para acabar. No dia Nacional de Mobilização das Universidades, que aconteceu ontem, seis estavam ocupadas, sendo que uma delas é a UFMT. Dezesseis barracas foram montadas em frente à reitoria. Os alunos, dos cursos de Biologia, Comunicação social, História e outros garantiram que há 15 dias só estão saindo do local para fazer provas e tomar banho nos banheiros do campus. “O Centro Acadêmico de cada curso tem sua pauta de reivindicações. Fora isso, estamos protestando contra a reforma universitária, a falta de concursos para seguranças e outros cargos, melhoria do ensino e outras coisas. São 13 pontos. Queremos também a extinção de alguns processos internos contra alunos que fizeram manifestações anteriores”, disse o estudante do 1º semestre de Ciências Sociais, Edzar Alen, de 20 anos.

Edição EDIÇÃO 16962




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