CIDADES
Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2009, 23h:54
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CONCURSO PÚBLICO
Governo institui comissão para investigar falhas
O governador Blairo Maggi instituiu uma comissão que terá um mês para apurar o episódio de cancelamento das provas do concurso público do Estado. Um decreto, assinado na última quarta-feira, aponta que devem ser investigadas as razões pelas quais a aplicação das provas foi inviabilizada, devido aos diversos prejuízos causados à população e à suspeita de negligência por parte da organização do certame. O Decreto 2.265 foi assinado já em meio a investigações por parte da Delegacia Fazendária (Defaz) e pelo Ministério Público Estadual (MPE). A prova do concurso público, que deveria ter sido aplicada no último dia 27, foi suspensa devido a vazamentos constatados somente na última hora. A Secretaria de Estado de Administração (SAD), que atribuiu a execução do certame à Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), estipulou para janeiro e fevereiro as novas datas da prova. O reitor da Unemat, Taisir Karim, acredita que, a partir de hoje, o governo deve divulgar o novo cronograma para o concurso. Ele tem participado de seguidas reuniões na cúpula do governo sobre o assunto e, até ontem, ainda não havia sido informado sobre a comissão decretada. De qualquer forma, não nega que existam indícios de sérias irregularidades no concurso, como os que apontam para pessoas que se infiltraram na organização em prol de obter vantagens. Sobre isso, ele considera legítima a investigação da comissão, que deve procurar novos dados para avaliar a execução do concurso. Por outro lado, Karim aponta como inverdades ou meias-verdades as denúncias feitas na semana passada, pela Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat), segundo as quais dois importantes funcionários da própria instituição estavam inscritos no concurso; a participação deste servidores, sendo um deles casado com uma funcionária da Coordenadoria de Vestibulares (Covest) foi apontada como irregular pelos professores da Adunemat, com base no próprio edital do concurso. Karim atribuiu à queixa dos docentes o mesmo interesse político com o qual caracterizou outros movimentos recentes contra ele na Unemat. Isso é o desespero para conseguir pelo menos abalar a gestão do senhor Taisir, acuss o reitor, assim mesmo, na terceira pessoa. Ele afirmou que a Adunemat será acionada judicialmente pelo que divulgou. O titular da SAD, Geraldo de Vitto não foi encontrado para comentar.