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CIDADES
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008, 22h:07

DESMATAMENTO

Governo inicia operação no Norte

O governo estadual iniciou nesta semana uma operação que tem como objetivo principal checar os dados de desmatamento divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) com base no que levantou o Deter (Sistema de Detecção em Tempo Real) no mês de abril, além do combate a crimes ambientais na região do Nortão. Na ocasião, foi apontado que o desmatamento de Mato Grosso na Amazônia entre fevereiro e março deste ano teve queda de 82,4%, sendo que o Estado foi responsável por 77% do total da área atingida. A operação é feita para verificar, in loco, os dados. Resultado deve ser divulgado apenas na primeira quinzena de julho. No mês de abril, por exemplo, fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) embargaram 15 mil hectares, após detectarem desmatamento recente nos municípios de São Félix do Araguaia, divisa com o Parque Nacional do Xingu, Querência e Gaúcha do Norte. O objetivo era apurar a veracidade das informações divulgadas referentes aos meses de janeiro, fevereiro e março. Segundo o superintendente de fiscalização da secretaria, major Jonas Duarte de Araújo, apesar do embargo, a área foi muito menor do que a apontada pelo Inpe. “Dos 80 pontos apontados por eles, a gente constatou que apenas sete eram desmatamentos novos, o equivalente a 15 mil hectares”, explicou. O grande problema, conforme argumenta o governo, é que a maior parte da área apontada como desmatamento pelo Deter é antiga ou até mesmo alagada e não de corte raso, além de casos de queimadas, que não seriam distinguidas pelas imagens de satélites do Deter. Em maio, outros três pontos de desmate foram detectados, desta vez em Feliz Natal e União do Sul. Araújo disse que ainda não é possível informar a área afetada com precisão. O cálculo é feito, segundo ele, pelo setor de georreferenciamento da secretaria. A fiscalização é feita em parceria com a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que disponibiliza um helicóptero para sobrevoar os municípios de Nova Maringá, Juara, Porto dos Gaúchos, São José do Rio Claro, Alta Floresta, Nova Monte Verde e Nova Bandeirantes. A partir da localização das áreas afetadas, caso constatado irregularidades, elas serão embargadas e os proprietários multados. Inicialmente, ele é notificado para que retire ou regularize a licença ambiental junto à Sema. As multas podem variar de R$ 100 a R$ 5 mil conforme seja a área passível de exploração, de Reserva Legal ou de Preservação Permanente.

Edição EDIÇÃO 16961




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