Por conta da greve do Sindicato dos Servidores do Detran(Sinetran-MT) o estado deixou de arrecadar mais de R$ 1,5 milhão por dia durante o período. Segundo o sindicato, a greve começou no dia 26 de outubro e durou até o dia 12 de novembro, quando a categoria resolveu voltar ao trabalho atendendo ao pedido do Governo do Estado que, por sua vez, dizia não negociar com o sindicato enquanto o mesmo não interrompesse a greve considerada ilegal pela Justiça Estadual. No entanto, após assembleia da categoria no último dia 18, os servidores do Detran relataram que decidiram retomar a greve na início desta semana, na segunda-feira (23), até que o Governo atendesse a reivindicação de nomear pelo menos 70% dos concursados antes de finalizar o ano de 2015 e o restante em junho de 2016. Ontem o governador Pedro Taques (PSDB) disse que vai cortar o ponto dos servidores públicos grevistas se não houver retorno ao trabalho. O governador declarou que respeita o direito de greve dos servidores públicos, porém, lembrou que deve acatar ordens do Judiciário, que já se posicionou pela ilegalidade da paralisação. Taques informou ainda na ocasião que o estado vai cortar o ponto dos grevistas e cobrar a multa de R$ 200 mil por dia estipulada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), que julgou a greve ilegal. A greve é um direito constitucional do cidadão. Eu, como senador, fui relator do direito de greve para os servidores públicos. Então no Brasil existe o direito de greve. Agora o Poder Judiciário reconheceu que a greve é ilegal e eu atendo ao Poder Judiciário, disse. A resposta aos grevistas do Detran foi dada ontem durante o lançamento da campanha de cadastro de biometria em Cuiabá no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ainda ontem o Sindicato dos Servidores do Detran informou que a greve continuará por tempo indeterminado.