Para o Sintep, um gargalo a ser vencido na Educação em Mato Grosso são as inúmeras contratações. De acordo com o presidente do Sindicato, Gilmar Soares Ferreira, 50% dos professores que atuam na rede têm contratos temporários. São profissionais que trabalham em condições indignas e não recebem o mesmo salário que o efetivo, afirmou. No quadro de apoio (merendeiras, vigilantes e limpeza), o percentual de contratos temporários é maior ainda, gira em torno de 70% a 80%. Isso, na área urbana. Na rural, o número de interinos chegaria a 100%, conforme Soares. Esse pessoal recebe menos que um salário mínimo, disse. Tudo isso contribui para que não haja qualidade na educação, acrescentou. Para resolver ou pelo menos amenizar o problema, o Sintep cobra a realização de concurso público. O Sindicato estima que entre apoio e professores seriam necessárias abrir oito mil vagas. A categoria reivindica e não descarta para o início do segundo semestre fazer mobilizações ou mesmo entrar em greve para cobrar a realização do concurso. As conversas serão retomadas a partir do retorno das aulas. Até setembro, se não tivermos a publicação do edital do concurso, a categoria pode se mobilizar para uma paralisação, disse Soares. Para o concurso do Estado, com a destinação de 10 mil vagas ao todo, anunciado esta semana pelo governo, o secretário de Estado de Educação, Ságuas Moraes, encaminhou para a Secretaria de Administração a necessidade de abertura de 3.200 vagas para professores, 500 para técnico e administrativo e duas mil para apoio. Tanto para professores como para apoio iremos abrir cadastro de reserva e os classificados serão chamados de acordo com a necessidade, afirmou. (JD)