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CIDADES
Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010, 11h:07

Furnas gera menos energia e diz que Manso não é problema

ALECY ALVES
Da Reportagem
Ao contrário do que se cogita em Cuiabá, a Usina Hidrelétrica de Manso, localizada a 100 quilômetros da Capital, não abriu e não planeja, pelo menos para o momento, a abertura das comportas do vertedouro do lago de Manso. Essa garantia vem de diretores de Furnas Centrais Elétricas S/A, empresa responsável pela gestão da hidrelétrica mato-grossense. O volume de água liberada diariamente pela usina está sendo de 119 metros cúbicos por segundo e seria similar ao que chega no reservatório, asseguraram diretores da empresa, por meio da Coordenação de Comunicação Social de Furnas. Atualmente, o nível de água no lago de Manso está em 284,98 metros, equivalente a 75,70% de sua capacidade máxima. Nessas condições, garante a empresa, não há riscos para a barragem e, tampouco de necessidade de liberação de um volume maior de água capaz de agravar os problemas gerados pelas chuvas excessivas e enchentes de rios como o Cuiabá. Devido à alta afluência (grande volume de água) no rio Cuiabá a geração da Usina de Manso foi reduzida, a partir das 12h35 do último dia 15, de 80 MW para 60 MW, permanecendo nesta condição até o momento. Desde a data, são mantidos contatos com a Defesa Civil da Capital para informar sobre a quantidade de chuva na região da usina e o nível do reservatório de Manso. Construída para geral 212MW de energia, Manso opera com 60MW, ou seja, menos de 30% de sua capacidade. Teoricamente, como está produzindo bem abaixo da capacidade, consequentemente utiliza menor volume de água e precisa liberar menos em seus vertedouros. DADOS HISTÓRICOS - Essa usina fica no rio Manso, entre os municípios de Chapada dos Guimarães e Nova Brasilândia, no rio que é o principal afluente do Cuiabá. Inaugurada em 2000, a hidrelétrica foi projetada para atender ao conceito de usos múltiplos do reservatório e da água. Entre os benefícios do projeto de Aproveitamento Múltiplo de Manso, destaca-se o de regularizar os ciclos de cheias e secas do rio Cuiabá, como proposta de contribuir para a redução dos danos socioeconômicos causadas por enchentes de grandes proporções.

Edição EDIÇÃO 16962




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