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CIDADES
Terça-feira, 02 de Junho de 2015, 21h:16

Fundador de cidades, disse que repetiria seu trabalho

Na presidência da Comissão de Planejamento da Produção (CPP), nos anos de 1962 e 1963, Sinjão fundou as vilas de Salto do Céu, Rio Branco e Lambari D’Oeste, no município de Cáceres, para suporte aos pioneiros da colonização naquela região na faixa de fronteira com a Bolívia. No final dos anos 1960 e começo da década seguinte as três vilas ganharam impulso com a chegada de centenas de famílias de agricultores oriundos principalmente de Minas Gerais e Espírito Santos, que descobriram na topografia acidentada e na fertilidade do solo daquela região um lugar excelente para a pecuária extensiva. As três vilas fundadas por Sinjão ganharam autonomia administrativa e foram elevadas a município, todas com base territorial inicialmente pertencente a Cáceres. Rio Branco e Salto do Céu mantiveram seus nomes. A denominação Lambari foi alterada para Lambari D’Oeste em razão da existência em Minas Gerais da cidade de Lambari, no chamado Circuito das Águas. Sobre a fundação das três cidades, Sinjão disse certa vez que elas foram importantes para a interiorização e ocupação do vazio territorial mato-grossense, notadamente na faixa de fronteira. Despojado de vaidade, Sinjão não reivindicava a condição de colonizador, que lhe daria a paternidade das três cidades, nem de Itaporã, em Mato Grosso do Sul. “Tudo aconteceu num contexto, eu apenas tive a felicidade de estar à frente dos projetos que resultaram no surgimento delas”. Mesmo assim, ele acompanhava com atenção o noticiário sobre os municípios que nasceram de seu trabalho. Em 2008, numa reportagem sobre os 40 anos de fundação do Diário, Sinjão foi entrevistado sobre as transformações ocorridas em Mato Grosso com a criação dos novos municípios. Na ocasião ele falou sobre as dificuldades de acesso e o isolamento das três vilas na fronteira, elogiou antigos companheiros de trabalho e disse que se preciso fosse faria tudo novamente. (EG)

Edição EDIÇÃO 16968




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