Secopa teme não entregar obras para a Copa de 2014 no prazo devido à falta de trabalhadores disponíveis no mercado
Laura Nabuco
Da Reportagem
A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) teme não concluir os empreendimentos visando o mundial de 2014 a tempo devido à falta de mão de obra. O déficit nos canteiros é de ao menos 700 operários, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Cuiabá, Joaquim Dias Santana. O sindicalista afirma que a escassez atinge tanto os setores que precisam de profissionais qualificados, quanto os que não exigem nenhum tipo de formação. Entre os motivos para a falta de pessoal está a ausência de benefícios que atraiam os trabalhadores. Santana diz que as construtoras responsáveis pela execução das obras para o mundial têm oferecido subsídios dentro da média de remuneração, que gira entorno de R$ 1,5 mil. Hoje impera a lei da oferta. Para atrair o operário que já está trabalhando em outro lugar é preciso oferecer algo a mais, avalia o presidente do sindicato, afirmando que alguns operários chegam a receber salários de até R$ 3 mil. Para tentar garantir o cumprimento dos prazos, a Secopa se reuniu ontem com representantes das empreiteiras e discutiu estratégias para atrair mão-de-obra. Segundo o titular da pasta, Maurício Guimarães, são avaliados o aumento das horas extras pagas aos trabalhadores e o oferecimento de cursos de qualificação. Santana garante que, se houver planejamento, as aulas podem ser ministradas dentro dos próprios locais de trabalho. O operário cumpre a jornada dele e fica mais uma hora para acompanhar o curso, diz. A medida é tida como necessária, em especial, no período pós-Copa, quando os empreendimentos para o mundial já estiverem concluídos.