CIDADES
Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009, 19h:54
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ARCANJO EM CUIABÁ
Forte segurança e recusa a acordo
Após sua chegada em Cuiabá ontem, João Arcanjo Ribeiro participou de uma audiência de conciliação no Fórum Trabalhista para tentar acordo em um dos ao menos 241 processos movidos por cambistas do jogo do bicho que o ex-bicheiro acumula no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) desde 2004. Ele foi trazido de Campo Grande e passaria a noite no presídio Pascoal Ramos. Hoje, pela manhã, acompanharia uma instrução processual na Justiça Criminal. Arcanjo chegou ao TRT escoltado por viaturas da Polícia Federal e chegou à Sala de Conciliação, onde foi realizada a sessão, por caminhos restritos a magistrados e presos, por uma questão de segurança. O clima descontraído durante a audiência não foi suficiente para o comendador fechar acordo com o cambista e ex-funcionário Valdemar Maciel. Ele trabalhou para Arcanjo na Colibri nos anos de 1993 a 2002 e cobra na ação R$ 68 mil relativos a verbas trabalhistas. Maciel ganhava 15% sobre o valor total de venda dos bilhetes de jogo do bicho, o que lhe rendia cerca de R$ 750 ao mês. Apesar da disposição da defesa do cambista em fechar acordo, o advogado de Arcanjo, Zaid Arbid, recusou a proposta. Isso porque, pelo fato do jogo do bicho ser ilegal, há um entendimento no TRT de que o objeto da ação é ilícito. Sem acordo, uma audiência de instrução foi marcada para 30 de março, quando Arcanjo deve vir a Cuiabá novamente. As informações dão conta de que Arcanjo participa hoje, às 8h30, de uma audiência, desta vez na esfera criminal, na 13ª Vara do Fórum de Cuiabá, por sonegação de impostos. Testemunhas serão ouvidas na ação movida contra ele e seu ex-contador, Luiz Alberto Dondo Gonçalves, entre outros envolvidos. Após a sessão, o ex-bicheiro volta à Penitenciária de Campo Grande. NOVA DENÚNCIA - O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu uma nova denúncia à Justiça contra Arcanjo e Dondo. Na peça, ambos são acusados de deixar de repassar à Previdência Social contribuições descontadas dos funcionários da empresa JAR Comunicações. A Fazenda Nacional apontou que o valor retido foi de R$ 87,2 mil, acumulados em 65 meses.