CIDADES
Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010, 20h:17
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QUEIMADAS EM MT
Fogo ainda é quatro vezes maior do que no ano passado
CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
O período chuvoso começou, mas o volume de água ainda é insuficiente no combate às queimadas registradas em Mato Grosso. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que do dia 1º de outubro até ontem, foram registrados 30.589 focos de calor no Estado, quatro vezes mais do que o número registrado no mesmo período do ano passado, com 6.734 focos. De acordo com a Defesa Civil do Estado, o volume de chuvas de outubro e de novembro está abaixo da média, o que contribui para que os focos de calor continuem ocorrendo. Em outubro a média foi de 50mm de água por quilômetro quadrado, enquanto que o esperado para o período é de 110mm, disse major Márcio Paulo da Silva, do órgão. Outro fator que deve ser levado em conta, segundo o major, é que muitos produtores do Estado estão fazendo a queima para a limpeza das áreas de plantio. A preocupação é saber se esses produtores têm autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente para utilizar o fogo para a limpeza dessas terras, declarou Silva. Em relação a áreas que ainda oferecem riscos de registros de focos de calor, o major citou o Pantanal e as cidades no entorno do bioma. Nessa região ainda há registros de focos de calor, mas sem grandes danos. São focos controlados pelos próprios moradores, explicou. Mesmo assim, ele acrescentou: a área requer constante monitoramento por parte da Defesa Civil. Tanto 2009 quanto 2010 foram anos atípicos para Mato Grosso. Enquanto no ano passado, a média de chuvas foi acima do normal, esse ano o período de estiagem foi mais prolongado do que a média e com temperaturas constantemente acima dos 40ºC. Por essa razão, frisou a Defesa Civil, as comparações entre os dois anos tendem a apresentar dados díspares. Somente este ano, Mato Grosso registrou mais de 247 mil focos de calor. O Estado ficou em chamas e com as cidades cobertas pela fumaça vindo das queimadas durante meses. A situação começou a melhorar em meados de setembro, quando as chuvas se tornaram mais constantes, mas ainda está aquém do ideal.