CIDADES
Segunda-feira, 19 de Agosto de 2013, 20h:16
A
A
INCÊNDIOS URBANOS
Focos aumentam 25%
Defesa Civil emitiu um alerta sobre a baixa umidade do ar e cenário tem sido prejudicado pelas queimadas
GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem
Cuiabá teve um aumento de 25% no número de queimadas urbanas nos meses de julho e agosto se comparados o mesmo período do ano anterior. A Defesa Civil Municipal apontou que a baixa umidade relativa do ar, que nas últimas semanas tem deixado a cidade em constante estado de alerta, aliada a outras questões climáticas tem sido as principais causas do fenômeno. Segundo a Defesa Civil da Capital, julho registrou o maior aumento até o instante. Enquanto em 2012 o mês registrou 143 focos de queimadas urbanas, em 2013 o número teve um crescimento significativo de 48%, com 213 focos contabilizados. Em agosto, as queimadas continuaram a crescer, porém em um ritmo bem mais desacelerado. Até ontem (19), havia 192 notificações, contra 179 no mesmo recorte de 2012. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Cuiabá e da Brigada de Prevenção e Combate às Queimadas Urbanas, Oscar Amélio dos Santos, o fogo costuma ter um ciclo de três anos. Ou seja, se em um ano há muitos focos de calor, a tendência é que nos dois anos seguintes a incidência seja menor, por haver menos material orgânico que serve de combustível para o fogo. Estamos no pico do triênio das queimadas. Tivemos picos em 2007 e 2010. Seria natural que em 2013 este número voltasse a subir, porém ainda tivemos mais condições favoráveis a este efeito, disse. Segundo o coordenador, em 2013 mais coincidências climáticas inferiram na questão. O prolongamento do período de chuvas no estado e o ciclo do frio, quando baixíssimas temperaturas são registradas na região. Com a ampliação do período chuvoso, aumentou o volume de material orgânico na natureza. Este ano tivemos ainda a volta do ciclo do frio, que costuma aparecer a cada oito anos. O frio atua na secagem destes materiais, tornando-os mais propício ao fogo. A falta de educação da população é outro fator apontado pela Defesa Civil. Oscar Amélio alerta que colocar fogo dentro do perímetro urbano é proibido em qualquer época do ano e que a Defesa Civil, juntamente com a secretária do Meio Ambiente, tem atuado na fiscalização. Até o próprio secretário efetuou uma prisão. Pessoas, carros e caminhões têm sido presos. Temos atuado na prevenção dos lugares e os proprietários dos terrenos baldios, que eventualmente, pegarem fogo também estão sendo responsabilizados e as multas variam de R$ 8 mil a R$ 16 mil. Na Capital, cerca de 40 brigadistas estão de plantão. A Defesa Civil, atuando com a Secretária do Meio Ambiente, tem mantido um efetivo de 50 servidores para realizar rondas e fazer a fiscalização dos terrenos.