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CIDADES
Terça-feira, 26 de Junho de 2007, 20h:14

CASO CASSIANO

Filho de Carlos Brito fala à Justiça

O menor, de 16 anos, manteve a mesma versão dita à polícia, de que não conhecia plano para executar a vítima. Já comparsas disseram que ele atirou

KEITY ROMA
Da Reportagem
O filho de 16 anos do secretário estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Carlos Brito, prestou depoimento ontem pela primeira vez à Justiça. O menor é acusado de co-autoria em homicídio. Ele manteve a versão contada anteriormente à Polícia e negou ter conhecimento sobre o plano dos colegas no assassinato de Cassiano Martins de Oliveira, no dia 18 de abril. O garoto, filho de uma relação extraconjugal de Brito, era o único menor junto com o grupo no momento do crime. Ele responde ao processo por ato infracional em liberdade e os outros quatro maiores envolvidos também estão soltos. A audiência de ontem durou pouco mais de 30 minutos. O menino estava acompanhado dos advogados e da mãe e foi ouvido pela juíza da 2ª Vara da Infância e Juventude, Sinii Bosse. Ele negou que tenha atirado contra Cassiano, conforme foi acusado pelos os outros envolvidos. Apesar de confessarem o crime durante o inquérito policial, eles imputaram a culpa ao filho do secretário nas audiências judiciais. Para o advogado do menino, a estratégia já era esperada desde o início do processo. “Ele é o único menor de idade. É óbvio que os acusados fariam isso”, disse Alfredo José Oliveira Gonzaga. Ao término do depoimento, o garoto deixou o Juizado da Infância e Juventude pelos fundos. Agora, o advogado terá até sexta-feira para apresentar as testemunhas de defesa, que serão ouvidas no dia 19 de julho, junto com as de acusação. Um representante judicial dos parentes de Cassiano acompanhou toda a audiência. O advogado Eduardo Mahon, contratado pela família, ingressou no Tribunal de Justiça com um recurso pedindo a internação do menino, mas Gonzaga afirmou que contestará a solicitação antes dela ser apreciada. Na denúncia do promotor da Infância e Juventude, Manoel Resende, foi sugerida a internação do rapaz no Pomeri, mas a medida só será aplicada caso seja condenado ao final do processo. O assassinato de Cassiano aconteceu há dois meses, em uma noite no bairro Nossa Senhora Aparecida. O crime teria sido motivado por uma causa fútil. A vítima, de apenas 19 anos, teria se interessado pela ex-namorada de Crystopher da Costa, o “Kito”, suposto mentor do homicídio. Enciumado, Kito pegou o carro da nova namorada, buscou os três amigos no Parque Cuiabá, entre eles o filho do secretário, e um no bairro Tijucal. Juntos, eles foram atrás da vítima e disparam três tiros contra o rapaz.

Edição EDIÇÃO 16968




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