CIDADES
Terça-feira, 17 de Maio de 2011, 20h:48
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OPERAÇÃO SAÚDE
Federal prende mais um em Mato Grosso
Mandado de prisão foi cumprido em Sinop contra acusado que estava foragido no Pará. Ele se apresentou à delegacia. Total é de 19 no Estado
CAROLINA HOLLAND
Da Reportagem
A Polícia Federal prendeu ontem mais uma pessoa em Mato Grosso no cumprimento dos mandados da Operação Saúde, deflagrada em seis estados com o objetivo de combater o desvio de verbas públicas destinadas à compra de medicamentos. Um foragido do Pará se apresentou à delegacia da PF em Sinop e foi detido. Duas pessoas continuam foragidas. Dezenove pessoas foram presas ao todo. A Operação Saúde aconteceu no Rio Grande Sul, em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará e Rondônia. As investigações foram feitas pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União (CGU). A PF cumpriu 58 dos 64 mandados de prisão e todos os 70 de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Erechim (RS). Em Mato Grosso, foram presas pessoas em Cuiabá, Araputanga, Barra do Garças, Tangará da Serra, Barra do Bugres, Rio Branco, Mirassol DOeste, Alto da Boa Vista, São Félix do Araguaia, Itiquira, Rondonópolis e Vila Bela da Santíssima Trindade. Duas pessoas, uma de Lambari DOeste e outra de São Félix do Araguaia, ainda estão foragidas. Entre os presos, estão 30 servidores públicos municipais. Três ainda estão foragidos. Outros três ligados as empresas também estão sendo procurados pela polícia. Durante a operação, também foram detidos 12 secretários municipais. A PF desarticulou três quadrilhas do município de Barão de Cotegipe (RS), onde ficavam as sedes e os depósitos das empresas investigadas na operação. Dados do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul apontem que 450 municípios do estado repassaram verbas públicas para as empresas investigadas. Os criminosos fraudavam licitações públicas, desviando as verbas destinadas à compra de medicamentos. As empresas não entregavam ou entregavam apenas parte dos remédios, despachavam outros produtos ou os medicamentos distribuídos tinham prazo de validade muito próximo. O lucro era repartido entre os servidores e as empresas envolvidos. Os presos vão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude de licitações, formação de quadrilha, peculato e possível lavagem de dinheiro. As penas, se somadas, podem chegar a 45 anos de prisão.