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CIDADES
Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009, 21h:39

SAÚDE PÚBLICA

Fechamento parcial do PSC preocupa VG

Unidade vizinha detém tímido número de leitos. São 126 ao todo, com uma média mensal de 15 mil atendimentos. Epidemia da dengue mostrou fragilidade

RENÊ DIÓZ
Da Reportagem
O anúncio de fechamento parcial do Pronto-socorro de Cuiabá (PSC) para reformas no início de outubro está ecoando em forma de preocupações do outro lado da ponte, em Várzea Grande. Enfrentando “trancos e barrancos” já para atender à própria demanda, o Pronto-socorro do município vizinho pode viver o caos quando a população passar a procurá-lo, devido às obras em Cuiabá. O PSC deve ser reformado para ampliação do hospital. O PSC é a unidade de saúde de referência em Mato Grosso. Diariamente, recebe tanto pacientes do município que o mantém quanto oriundos de todo o resto do Estado, de cidades que possuem seus próprios hospitais regionais. Aproximadamente 30% da demanda de pacientes graves vêm do interior e o PSC recebe também repasses financeiros do governo do Estado para contribuir com o atendimento a pacientes de fora da cidade, inclusive para os várzea-grandenses. “Vamos colocar essas pessoas onde?”, se pergunta o diretor administrativo do Pronto-socorro de Várzea Grande, João Botelho. Ele se refere ao baixo número de leitos disponíveis na unidade, apenas 126, fato que prejudicou o atendimento da unidade durante a grave epidemia de dengue ocorrida recentemente, quando a média de atendimento mensal era de 15 mil pessoas. “Para se ter uma idéia, durante o surto da dengue, chegamos a atender 23 mil pessoas somente num mês, totalmente fora da capacidade, com gente mal acomodada, atendimento inadequado. Mesmo com o empenho do corpo clínico, foi uma situação delicada. Todo nosso planejamento de logística foi por água abaixo com a epidemia, mas, mesmo assim, não registramos um óbito sequer”, comenta Botelho. Por mais que o movimento geralmente seja o inverso, o diretor acha considerável a quantidade de pacientes vindos de Cuiabá para atendimento em Várzea Grande. A última estatística disponível, referente ao mês de março, conta apenas 304 pacientes de Cuiabá, num universo de 17.369 pessoas. Embora não seja numericamente expressiva, a demanda da Capital e de outros 33 municípios é dispendiosa para a estrutura e para o corpo clínico do Pronto-socorro de Várzea Grande. Mesmo com a iminente entrega do Hospital do Cristo Rei, o que representa 62 novos leitos para a população e um atenuante para a questão da demanda, Botelho mantém o panorama preocupante para a saúde sem o PSC em plena atividade, devido à gripe suína. “Imagina quando ela chegar pra valer”, exclama, cogitando que o atendimento a casos graves da nova gripe merecerá apoio até de equipes do Exército, devido a pouca estrutura para tanto.

Edição EDIÇÃO 16967




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