CIDADES
Sábado, 20 de Outubro de 2012, 13h:58
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Família sobrevive com doações
Desde o dia 24 de abril de 2010, data em que Mateus Fonseca, na época com 10 anos, foi atingido na coluna, próximo da nuca, por uma bala perdida, a família dele vive da solidariedade e do amor ao próximo. São as doações, sejam elas em dinheiro ou produtos, que asseguram condições mínimas à família. O salário mínimo que Eliésio recebe em nome do filho não é suficiente sequer para alimentar os filhos. O mesmo se pode dizer do que ele arrecada com os trabalhos eventuais no pouco tempo que lhe sobra. Quando planejava a viagem com Mateus para Brasília, a preocupação dele era com ficariam os filhos. Como em tantas vezes desde a tragédia que abalou a família, Eliésio contou com a ajuda de cidadãos, muitos deles anônimos. No caso específico da viagem, foram dois depósitos bancários, cada um no valor de R$ 1,2 mil, feitos em dois dias consecutivos por um doador, que lhe asseguraram a tranquilidade financeira para acompanhar o filho do tratamento fora de Cuiabá. Viajei deixando alimentos e as contas pagas, diz. Ele lembra que o doador até se identificou, mas o nome do depositante é tão comum que poderia haver dezenas de homônimos em Cuiabá. Ele ainda teme cometer erro agradecê-lo nominalmente. Na casa dele, por serem menores de idade, os filhos ainda não podem trabalhar para ajudar nas despesas. Ele diz que somente o mais velho, que completou 16 anos está semana e cursa o ensino médio, pode se inscrever em vaga de emprego como menor aprendiz. Já a filha, de 14 anos, ajuda nos cuidados, mas ainda não sabe as novas técnicas aprendidas no Hospital Sara Kubitschek. CASO Mateus foi atingido pela bala quando brincava na rua com irmãos e colegas, no bairro Jardim Paulicéia, vizinho ao Parque Cuiabá, na região do Coxipó. O tiro que o atingiu na coluna cervical, na altura do pescoço, e o deixou tetraplégico saiu da arma de um dos bandidos que faziam uma perseguição mútua pelas ruas do bairro. Na época a família morava em uma casa alugada. Hoje, os Fonseca vivem no residencial Jamil Bouttos Nadaf, no bairro 1º de Março, em uma casa que recebeu do programa Minha Casa Minha Vida, por meio de requisição judicial. O lar é adaptado para circulação de cadeiras de rodas. (AA)