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CIDADES
Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012, 21h:29

Família não entende crueldade

A mãe de Rafael Dias, Marilei Dias, diz que sabia que o filho estava envolvido em crimes e que corria riscos de morrer de maneira trágica. Entretanto, não entende as razões de tamanha crueldade. “Imagino o quanto ele sofreu, deve até ter chamado por mim”, lamenta a mãe. Em seguida, Marilei, com os olhos inchados de tanto chorar, repete: ”penso até que poderia ser morto, mas não assim, queimado vivo”. Na sexta-feira, última vez que o viu com vida, recebeu um presente antecipado de aniversário. Ele a presenteou com um forno microondas e disse que estaria em casa no sábado seguinte, 18, para festejar o aniversário dela. Como resposta, Marilei conta que disse a Rafael que o melhor presente que poderia ganhar dele seria a mudança de vida, não se envolver mais em nada de errado. Já Maria Raimunda de Castro, que perdeu o marido e o filho, estava contente com o fato de Jefferson ter deixado a prisão. Ela conta que soube da morte deles assistindo um noticiário nacional de tevê pela manhã. Quando falou os nomes, recorda, entrou em desespero e telefonou para o trabalho da mãe de Rafael. Na Internet, observa, viu imagens fortes, fotos dos dois sendo levados e em filmagens do momento em que estavam sendo queimados pelos bolivianos. As duas mães ainda não sabem quando ou mesmo se os corpos serão trazidos para o Brasil. Ambas disseram que um advogado está cuidando das questões legais relacionados ao translado e tentando saber o que motivou as mortes. Jefferson, com apenas 22 anos, não deixou filho. Já Rafael, de 27 anos, deixa três crianças de um relacionamento desfeito há alguns anos.(AA)

Edição EDIÇÃO 16962




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