Um desrespeito a liberdade de imprensa e a crença na impunidade. É assim que o professor Naldson Ramos, especialista em segurança pública, descreveu a situação criada pelo capitão Paccola. Segundo ele, casos como estes indicam a crise moral e ética de nossa sociedade, desacreditada do sistema judiciário. As pessoas, disse o professor, procuram um modo imediatista pra resolver o problema, através da morte e vingança. Não se pode permitir que os agente de justiça ajam da mesma maneira que aqueles que atentam contra a ordem social, disse. O Sindicato dos Jornalistas (Sindijor) publicou uma nota em favor de Lisânia, afirmando que levará o caso ao Fórum de Direitos Humanos e da Terra Mato Grosso e à Corte Interamericana de Direitos Humanos. A OAB-MT, também em nota, afirmou que irá buscar providências urgentes para a defesa da jornalista, que está recebendo ameaças depois de publicar notícia sobre morte de Policial Militar e a violência galopante em Várzea Grande. A nota também afirma que o conselheiro estadual Geandre Bucair já está preparando uma representação criminal para buscar a apuração dos fatos junto ao Ministério Público Estadual e à Secretaria de Segurança Pública do Estado. Procurado pela reportagem, o capitão Paccoli, através da assessoria da PM, afirmou que não irá se pronunciar sobre o caso. O inquérito para investigar o ocorrido ficará pronto em 40 dias, prorrogável por mais 20.