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CIDADES
Quarta-feira, 05 de Novembro de 2014, 20h:24

ALBERGUE DO PORTO

Falta de estrutura física e pessoal prejudica albergados

YURI RAMIRES
Da Reportagem
A falta de estrutura física e pessoal está prejudicando o atendimento às pessoas encaminhadas para o Albergue Municipal do Porto, em Cuiabá. A situação foi constatada pela Defensoria Pública de Mato Grosso, que vistoriou o local ontem. Com capacidade para receber 50 pessoas, atualmente o albergue está abrigando apenas 30. De acordo com a defensora pública e membro titular do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Silvia Maria Ferreira, o espaço não é suficiente para atender os abrigados e os funcionários. Duas salas do local estão sendo ocupadas pelo setor administrativo. Outro ponto destacado pela defensora é o fato do município disponibilizar apenas uma enfermeira para atender todos os abrigos da cidade, ela trabalha em sistema de rodízio. “Não chega a ser um descaso, mas transparece uma falta de organização”, destacou Silvia ao Diário. Além disso, não há nenhum psicólogo para atender as pessoas que vão dando entrada no abrigo. Para a defensora, a presença desses profissionais é essencial, tendo em vista que eles chegam debilitados. “Muitos passaram por conflitos ou romperam com as famílias. Outros são moradores de rua, usuários de drogas e, com o emocional fragilizado, eles precisam desse atendimento”, frisou. Para esse problema, a defensora adiantou que a Prefeitura de Cuiabá está preparando um processo seletivo para selecionar esses profissionais. Atualmente, no albergue do Porto trabalham 17 pessoas, número suficiente para o atendimento, segundo Silvia. Porém, a falta de qualificação chamou a atenção da defensora. “Eles precisam ser capacitados. Defendo isso, além da presença de um psicólogo e uma enfermeira em cada albergue a fim de prestar assistência adequada”, reforça. Diante das deficiências encontradas, um ofício será encaminhado para as secretarias de Ação Social e Saúde do município, pedindo pela qualificação dos profissionais, e a presença dos profissionais especializados para cada abrigo. O Diário entrou em contato diversas vezes com o secretário de Ação Social, José Rodrigues, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

Edição EDIÇÃO 16968




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