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CIDADES
Quinta-feira, 29 de Novembro de 2012, 21h:20

IBGE

Expectativa de vida aumenta

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A expectativa de vida do brasileiro ao aumentou. Pelo menos é que o revela a Tábua Completa de Mortalidade ou Tábua da Vida para o Brasil divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com base na análise, o órgão federal constatou que, em 2011, a esperança de vida ao nascer era de 74,08 anos (74 anos e 29 dias), um incremento de 0,31 anos (3 meses e 22 dias) em relação a 2010 (73,76 anos) e de 3,65 anos (3 anos, 7 meses e 24 dias) sobre o indicador de 2000. Isso significa que ao longo de 11 anos, a esperança de vida ao nascer do brasileiro anualmente cresceu, em média, em 3 meses e 29 dias. O incremento na última década foi maior para os homens, 3,8 anos, contra 3,4 anos para mulheres, correspondendo um acréscimo de 5 meses e 23 dias a mais para os homens do que para a população feminina. Mesmo assim, em 2011 um recém-nascido homem esperaria viver 70,6 anos, ao passo que as mulheres viveriam 77,7 anos, conforme informações do IBGE. Sentado em um banco da praça da República, que fica no centro de Cuiabá, e lendo um panfleto publicitário, o funcionário público aposentado Melquiedes Bispo de Moraes é um exemplo dessa longevidade. Nascido em Nossa Senhora do Livramento (40 quilômetros da Capital), Melquiedes irá completar 81 anos no próximo dia 10 de dezembro. “Graças a Deus tenho boa saúde. Não tenho diabetes, colesterol está bom. Está tudo bem”, afirma. O segredo, segundo ele, é levar uma vida saudável. “Como dizem, a gente que preservar a saúde. Não exceder na bebida, não fumar e evitar tudo o que faz mal para a gente”, conta. “É como está escrito em Eclesiastes (livro bíblico) tem tempo para nascer e tempo para morrer”, acrescentou. Além de boa alimentação, tendo no cardápio especialmente o peixe, Melquiedes revela outro de seu segredo para chegar aos 80 anos com lucidez e boa saúde: dormir cedo. Ainda, conforme o órgão federal, a taxa de mortalidade infantil (até um ano de idade) em 2011 ficou em 16,1 para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância (até cinco anos de idade), em 18,7 por mil. O estudo revela também que “nos domicílios com rede geral de esgoto a taxa de mortalidade infantil foi de 14,6 óbitos para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância, de 16,8 óbitos para cada mil nascidos vivos, ambas abaixo das médias nacionais. Nos domicílios com esgotamento por vala, essas taxas subiram para 21,0 por mil e 24,8 por mil, respectivamente”. A taxa de mortalidade na infância para o Brasil em 2010, revisada com dados do Censo de 2010, foi estimada em 19,4 óbitos para cada mil nascidos vivos, alcançando a meta estipulada para o quarto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para 2015 (19,9 por mil). A Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil apresenta a expectativa de vida às idades exatas até os 80 anos e é divulgada anualmente pelo IBGE. Os dados são usados pelo Ministério da Previdência Social como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. (Com assessoria do IBGE)

Edição EDIÇÃO 16967




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