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CIDADES
Segunda-feira, 25 de Outubro de 2010, 20h:25

PM ACUSADO

Execução no Dom Aquino

Cabo Walinton Souza é apontado como assassino do próprio cunhado com quem tinha problemas pessoais há dois anos

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O cabo da Polícia Militar Waliton Francisco Souza, de 32 anos, é acusado de ser o autor do assassinato do corretor de imóveis Valdevino Antônio da Silva, de 34 anos. A vítima foi executada com cinco tiros de revólver ontem de madrugada no bairro Dom Aquino, em Cuiabá. Testemunhas apontaram o PM de 32 anos, que é cunhado do corretor de imóveis, como autor. O militar teria fugido em um Fiat Uno cinza. O assassinato ocorreu por volta da 1 hora, nas proximidades de um bar de propriedade do pai do militar. O crime seria motivado por uma rixa antiga entre o policial militar e o cunhado. “Há cerca de um ano os dois não conversavam mais. Desde então, tinham pequenas discussões, mas a gente não imaginava que seria nessa situação”, disse um amigo da família. Conforme o relato de testemunhas, a vítima e o cunhado tinham discutido minutos antes. O militar, que tem uma casa no bairro e outra no Jardim Vitória, teria caminhado do bar até a casa e, na volta, deparou-se com o cunhado e atirou cinco vezes acertando todas. Os tiros acertaram tórax e cabeça. Em seguida, Waliton embarcou em seu automóvel e fugiu do local. Policiais militares foram acionados e fizeram buscas nas proximidades, incluindo a casa dele, que é próxima do estabelecimento comercial, mas não localizaram o autor do homicídio. Ele teria se escondido em outro bairro. Segundo policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), existe a expectativa de que o PM se apresente na delegacia nos próximos dias. O crime teve várias testemunhas, inclusive familiares que viram a cena. Valdevino morava numa casa próxima ao local onde ocorreu o assassinato. “Por se tratar de um militar, ele deverá se apresentar em breve, uma vez que ele tem residência fixa e ocupação definida”, observou um policial. Caso o militar não se apresente nos próximos dias será pedida a prisão preventiva dele. O delegado Fausto Freitas, de plantão na DHPP e que esteve no local do crime, deverá passar o caso para outro delegado, uma vez que ele investiga homicídios somente de Várzea Grande. A Corregedoria Geral da Polícia Militar informou que deverá instaurar uma sindicância para apurar a participação do PM no assassinato. A Corregedoria espera uma notificação da Polícia Civil para iniciar também as investigações. O soldado PM era lotado no 10º Batalhão. A Polícia Militar não soube informar se ele continua no mesmo batalhão ou está em atividades administrativas.

Edição EDIÇÃO 16961




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