CIDADES
Quarta-feira, 09 de Março de 2011, 21h:31
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GOLDEN PARK
Exames devem descartar crime em morte de magistrado
A perícia da Polícia civil aguarda exames patológicos do Instituto Médico Legal (IML) para determinar a causa da morte do juiz criminal Carlos Roberto Correia Pinheiro, cujo corpo foi encontrado na manhã de ontem em estado de decomposição dentro do quarto do apartamento onde ele morava, em Cuiabá. Até o momento, pela ausência de sinais de violência relatada pelo laudo de necropsia, tudo leva a crer que a morte foi fruto de causas naturais, mas as quais o exame ainda não conseguiu especificar. Baiano, Pinheiro tinha 55 anos e atuava como titular da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ) de Mato Grosso, que ontem decretou luto oficial no Poder Judiciário estadual por três dias. Juiz desde 1996, em 2003 foi promovido a juiz de segundo grau e, em Mato Grosso, também atuou nas comarcas das cidades de Arenápolis, Primavera do Leste, Tangará da Serra e Cuiabá. Ainda de acordo com nota publicada ontem pelo TJ, o sepultamento do magistrado será na cidade de Santo Anastácio, em São Paulo. Na manhã de ontem, o corpo de Pinheiro foi encontrado na cama de seu quarto por uma diarista que prestava serviços duas vezes por semana no apartamento, localizado na cobertura do edifício Golden Park, no bairro Bosque da Saúde. Pinheiro morava no condomínio há cerca de dois anos. Chegou a residir com a esposa e um filho, mas logo passou a morar sozinho devido ao divórcio. Assim que a diarista entrou e notou um cheiro estranho (devido ao processo de decomposição do cadáver), ela chamou o zelador do condomínio e a polícia. O síndico, que também subiu ao apartamento, contou que se surpreendeu com o inchaço do corpo do juiz, de pijama em cima da cama. Umas cinco vezes o tamanho da pessoa. Nunca tinha visto assim, ao vivo, relata o síndico, que também apontou o magistrado como uma pessoa de comportamento reservado. A polícia presume que, devido à decomposição do corpo e às chamadas que deixaram de ser atendidas no telefone, o juiz tenha falecido entre sábado e domingo, dias 5 e 6. O delegado responsável pelo caso, Antônio Garcia, esclareceu que a polícia por enquanto considera que Pinheiro morreu de causas naturais e descarta as hipóteses de homicídio ou suicídio. Não vejo qualquer possibilidade, enfatiza Garcia, sustentando que o apartamento estava perfeitamente em ordem quando o corpo do juiz foi encontrado, sem quaisquer sinais de arrombamento ou violência no corpo, como também constatou a necropsia. Garcia também afastou boatos de que o magistrado sofria de depressão, surgidos assim que a morte do juiz foi divulgada. Agora, segundo Garcia, o que deve ser feito é aguardar exames patológicos, procedimentos complementares requisitados ao IML para identificar qual foi a causa natural que provocou a morte do juiz. O zelador comentou que Pinheiro tinha uma rotina ativa e que nunca aparentou sofrer de qualquer problema de saúde, embora também tenha comentado que ficou sabendo de uma crise de saúde do juiz dias atrás que não foi bem esclarecida. O médico do magistrado não foi interrogado pela polícia.