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CIDADES
Quarta-feira, 11 de Abril de 2012, 23h:13

EDUCAÇÃO

Estudantes pagam a luz da escola

FRANCIS AMORIM
Da Reportagem/Barra do Garças
Os alunos da Escola Estadual Sol Nascente, uma extensão na região da Terra Rocha, zona rural de Confresa, estão sendo obrigados ao pagamento da conta de consumo de energia elétrica para ter acesso à sala de aula. Os 17 estudantes cotizam para efetuar o repasse à Igreja Católica, que cedeu um ramal para que a unidade não ficasse totalmente às escuras. Segundo os alunos, a escola não possui ligação com a rede de energia fornecida pela Rede/Cemat e a única alternativa foi ‘negociar’ com a igreja para a cessão de ramal. “No ano passado a comunidade católica exigiu que pagássemos a conta para que continuássemos a estudar, mas este ano não temos condições de arcar com esta despesa. Afinal, é uma responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação”, disse um dos alunos. Além de pagar pela conta do consumo de energia, os alunos reclamam também a falta de sanitários para as necessidades fisiológicas. “Aqui não tem banheiro, não tem água. Nós usamos o banheiro da igreja, que também está quase caindo, e não tem como a gente estudar na sede. Só estamos aqui porque temos vontade de estudar”, explicou o aluno Juvenal Jesus dos Santos, de 41 anos. Para o professor Geaneis Pereira, que leciona há dois meses na escola, é um desafio lecionar dessa forma. “É um desafio enquanto educador. A infraestrutura ajuda os alunos a ter um ensino melhor. Dessa forma é um pouco desgastante”, disse o professor. Assessora pedagógica da Secretaria de Estado de Educação, Evany Costa, de Confresa, disse ter conhecimento dos problemas da extensão, e explica que os alunos estudam lá por ser mais próximo de suas casas. “A Seduc oferece uma boa estrutura na escola-sede que fica a 15 quilômetros da extensão, mas eles preferem a extensão pela proximidade com as casas onde moram”, disse. (Colaborou Uasley Werneck - Agência da Notícia/Confresa)

Edição EDIÇÃO 16962




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