CIDADES
Quarta-feira, 06 de Junho de 2007, 20h:52
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TRANSPORTE
Estudantes causam tumulto em manifesto
Em mais uma mobilização no Centro pela queda nova valor da passagem, participantes soltam bombas pelas ruas e iniciam briga, contidos pela PM
ALINE CHAGAS
Da Reportagem
Dezenas de estudantes saíram mais uma vez às ruas de Cuiabá em repúdio contra o aumento da tarifa e para pedir mais uma assinatura na proposição que votará, em regime de urgência, o decreto para apreciação na Câmara dos Vereadores sobre o aumento da tarifa. Os estudantes acreditam que com a votação contra o aumento, será possível voltar o valor a R$ 1,85. O diferencial, dessa vez, foi a atitude dos manifestantes. Durante todo o percurso, os estudantes soltaram bombas e, em alguns pontos, chegaram a brigar entre si. Essa foi a terceira manifestação em menos de um mês que movimentos sociais e estudantes organizaram para mostrar o repúdio ao aumento da tarifa. Segundo um dos organizadores do evento e membro do Comitê de Luta pelo Transporte Público, o objetivo é mostrar para os vereadores e os prefeitos que a população está alerta e que não se cansarão de dizer que o aumento da tarifa é um absurdo. Vamos fazer quantas vezes for necessário, até cansar eles, frisou ele. A idéia era fazer uma manifestação política e pacífica para alertar a população sobre a importância de cada um no papel de cobrar dos vereadores a assinatura que falta no documento. Mesmo sob os protestos da organização para que as ações dos manifestantes se restringissem à luta política, sem briga, e sem usar qualquer bomba ou arma para assustar a população, os adolescentes continuaram a surpreender os pedestres por onde passavam jogando bombas em portões, no asfalto e calçadas. Quando chegaram à rua Barão de Melgaço, uma gestante começou a correr para fugir da confusão quando ouvir o barulhos das bombas. Sem muita força, com estudantes reclamando do calor e desistindo da caminhada, o protesto seguiu até a Câmara dos Vereadores. Lá, grupos de escolas rivais começaram a se enfrentar. A confusão foi controlada pela Polícia Militar, mas tirou quase que por completo a força do movimento. Em frente à Associação das Empresas de Transportes Urbanos (MTU), os organizadores tiveram que intervir mais uma vez para que os estudantes parassem de soltar bombas, principalmente por causa do risco de incêndio, com a proximidade de um posto de gasolina na rua. Olha só, a gente veio aqui por uma luta social, política. Não chamamos os alunos aqui para brigar. Quem quer brigar, pode ir embora. A nossa luta é política, pacífica, disse uma das organizadoras ao microfone. Depois da confusão, os organizadores acharam por bem continuar a caminhada até a avenida Isaac Povoas e não seguir até a prefeitura. Enquanto a organização gritava no megafone à frente da manifestação que a tarifa a R$ 2,05 é um roubo, integrantes que estavam no fundo continuavam chamando os grupos rivais para briga e a agredir verbalmente os policiais militares presentes. Quando chegaram no cruzamento das avenidas Isaac Povoas e Prainha, os estudantes tentaram fazer uma ciranda e parar o trânsito por cinco minutos, mas foram aconselhados pelos policiais militares a seguir para a praça Ipiranga e encerrar o movimento.