Muito mais que exposição em excesso, as redes sociais podem se tornar uma verdadeira arma em um momento de raiva. Algumas atitudes virtuais são tão brutais que podem parar na justiça. Entre os inúmeros exemplos disso está o caso da estudante de Direito Mayara Petruso. Descontente com a vitória de Dilma Rousseff (PT) na última eleição presidencial, a paulistana publicou em sua página no Twitter a seguinte mensagem: Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!. Acusada pelo crime de racismo, ela foi condenada a 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão no início de maio. Porém, a pena foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa. A conversão aconteceu porque a juíza da 9ª Vara Federal Criminal em São Paulo, Mônica Aparecida Bonavina Camargo, considerou que a universitária já havia pago sua dívida com a sociedade, pois com a repercussão do caso em todo o Brasil ela teve que abandonar seu emprego, faculdade e mudar-se de cidade. Além disso, a menina não tem mais contas em qualquer tipo de rede social até hoje. Em Mato Grosso uma blogueira da área política em Cuiabá foi vítima de insinuações também através da internet. Há exatamente um ano uma jornalista fez sérias acusações sobre ela por meio do Twitter, em que a honestidade matrimonial da proprietária do blog foi colocada em questão. O caso foi tão sério que parou na justiça e resultou em uma multa de R$ 15 mil à jornalista sob a justificativa de danos morais. Estima-se que cerca de quatro mil pessoas, somando os seguidores de ambas as envolvidas, tiveram acesso às publicações. Essa foi a primeira condenação motivada por ofensas na internet no estado mato-grossense. (JB)