Mato Grosso é o sexto Estado do país com o maior número de pessoas físicas e jurídicas na lista suja do Trabalho Escravo, atualizada este mês pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Doze empregadores mato-grossenses figuram na publicação. O Pará lidera o ranking com 46 dos inclusos na listagem e é seguido pelo Maranhão, com 22 nomes. Os dois estados reúnem 40% dos empregadores da lista suja, que divulga a identidade e penaliza com restrições de crédito as pessoas condenadas por submeter trabalhadores a condições degradantes e análogas à de escravidão no país. Na mais recente atualização, Mato Grosso não teve nenhuma inclusão. As últimas inclusões relativas a Mato Grosso que ainda estão na lista aconteceram em julho de 2009. Na época, passaram a integrar a publicação a proprietária rural Rosana Sorge Xavier, com 16 trabalhadores libertados em Nova Bandeirantes. Ela também figura na lista do Ministério do Meio Ambiente (MMA) entre os maiores desmatadores da Floresta Amazônica. Outros nomes que constam na lista suja desde o ano passado são os de Olavo Demari Webber, de Porto dos Gaúchos, e de José Nilson dos Santos, proprietário de um ferro-velho em Várzea Grande. Esse mantinha em condições degradantes dois adolescentes excepcionais, realizando trabalhos forçados e incompatíveis com as limitações das vítimas. As inclusões mais antigas do Estado são de 2004. A lista inclui também infratores já conhecidos no Estado. Um deles é o fazendeiro Sebastião Neves de Almeida, conhecido como Chapéu Preto. Ele está na listagem desde 2005 e é protagonista de um dos casos mais graves de trabalho escravo flagrados no Estado. Na fazenda Cinco Estrelas, em Novo Mundo, o proprietário rural chegou a até mesmo acorrentar pessoas e espancá-las para o trabalho forçado. O infrator responde a processo na Justiça Federal desde 2003. (KR)