CIDADES
Segunda-feira, 08 de Junho de 2015, 21h:03
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OBESIDADE
Estado deve zerar fila de cirurgia
Estado e o Município de Cuiabá devem garantir a realização de cirurgias bariátricas em todos os usuários que estão na fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS), determinou a juíza Célia Regina Vidotti, da Vara de Ação Civil Pública e Ação Popular de Cuiabá. Conforme a Associação Mato-Grossense de Obesos (AMO), mais de 500 pessoas aguardam a realização do procedimento, que vai além da cirurgia. Um prazo de 120 dias foi dado para que os procedimentos comecem a ser realizados. Em 60 dias, avaliações e a triagem dos pacientes com condições de realizar a cirurgia devem ser feita. O Estado será responsável por pacientes que residem fora de Cuiabá, já o executivo municipal cuidará dos pacientes da Capital. Conforme a presidente da AMO, Silvane Gadani, a decisão, apesar de demorada, foi positiva, uma vez que a ação já tramitava há mais de dois anos. Foi originada de uma ação do Ministério Público Estadual (MPE), e que só foi julgada na última semana, a decisão é um alívio para os pacientes, disse. Segundo ela, a lista de espera pela realização da cirurgia já contém mais de 500 pacientes. A gente não tem plena certeza de quantas pessoas estão na lista, mas nossas ações são voltadas para o controle e fiscalização, lembrou. Conforme o MPE, deixar que os pacientes aguardem mais de um ano na fila demonstra o total descaso e desrespeito do Município e do Estado com os usuários do SUS. Silvane ressalta que o procedimento vai além da cirurgia. Além da operação, existe todo o acompanhamento com profissionais de outras áreas, como um psicólogo. Trata-se de respeitar o ser humano e saber que são pessoas com problemas e traumas causadas pela obesidade, finalizou. Também foi estabelecido que, em 15 dias, o Município e o Estado, devem apresentar uma lista de pacientes que aguardam pela realização da cirurgia, bem como avaliação e triagem. A lista deve vir acompanhada pelo cronograma de atendimentos. Em caso de descumprimentos, serão aplicadas sanções civis, penais e administrativas, que põem resultar em multa, bloqueio de valores e outros. DESTAQUE No final do ano passado, o Hospital Metropolitano de Várzea Grande se tornou modelo ao realizar, de maio a novembro, 86 cirurgias bariátricas. O Estado não divulgou quanto custava cada procedimento, mas estima-se que seja por volta de R$ 30 mil. (YR)