CIDADES
Terça-feira, 04 de Maio de 2010, 21h:08
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COPA DE 2014
Estádio vai a baixo
Máquinas iniciam a destruição e o trituramento das arquibancadas da velha arena. Entulho será aterro
ALECY ALVES
Da Reportagem
O Estádio Governador José Fragelli (Verdão) começou ir abaixo, literalmente, na manhã de ontem, para dar lugar à arena multiuso que sediará os jogos da Copa de 2014. Máquinas pesadas como escavadeiras hidráulicas acopladas com bate-estacas, uma espécie de marreta, estão destruindo as arquibancadas de concreto. Provavelmente ainda hoje outras máquinas pesadas, como trituradoras, invadirão o antigo estádio para triturar o que restou das arquibancadas. Todo o material dos antigos assentos será utilizado no aterramento e preparação do solo para a construção do novo estádio. Paralelo à demolição do estádio, operários trabalham erguendo estruturas provisórias comuns em grandes canteiros de obras para instalação de escritório, almoxarifado, depósito e refeitório para atender os trabalhadores. E, ainda na instalação da tela em aço que contornará toda a área em obras. Pelos cálculos do ex-secretário de Obras de Cuiabá e atual assessor técnico da Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal - Fifa 2014 (Agecopa), arquiteto Marcelo Oliveira, o novo estádio já está empregando 40 operários. As obras tiveram início na semana passada, no dia 26 de abril, pela retirada das cadeiras, utensílios que devem ser reinstalados no Estádio Dutrinha, em Cuiabá, e outros centros esportivos da Capital e no interior do Estado. A construção da arena multiuso ocupará 33 hectares, o dobro da área do antigo Verdão, custará R$ 440 milhões, no mínimo, e terá capacidade para 43.136 pessoas. Serão 104 camarotes para 1.644 torcedores, 20 escadas, 12 elevadores, 2.460 vagas em estacionamentos cobertos (mais cerca de 4 mil externas) e oferecerá acessibilidade em todos os ambientes aos portadores de deficiências. Estão previstos ainda, 800 lugares Vips, 800 espaços em forma de postos de trabalho para profissionais, além de oito lanchonetes, quatro restaurantes e 70 sanitários em diferentes pontos do complexo esportivo. Do velho Verdão, nada será aproveitado para a nova arena. Até o gramado ficará em outra área. O centro da arena, para onde todas as atenções estarão voltadas quando a bola rolar nos jogos da Copa de 2014, ficará próximo à entrada principal do antigo estádio. Na Agecopa, nenhum diretor admite falar em atraso de obras, apesar das críticas generalizadas dirigidas às 12 cidades-sede do mundial de futebol de 2014 no Brasil, feitas pelo secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Jerome Walcke. As outras cidades podem estar atrasadas, menos Cuiabá, vangloria-se Marcelo Oliveira. Conforme ele, na capital mato-grossense, todos os itens acertados no caderno de intenções da FIFA estão sendo cumpridos.