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CIDADES
Segunda-feira, 19 de Maio de 2008, 20h:43

PEÇONHA

Escorpiões se abrigam em ruas do Centro

Freqüência com que os animais vêm aparecendo na região central da cidade preocupa comerciantes e moradores da área; CCZ desconhece problema

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Escorpiões estão aparecendo com freqüência na região central de Cuiabá. A última captura ocorreu sexta-feira passada, em frente a um estabelecimento comercial da rua Cândido Mariano, próximo ao calçadão da Galdino Pimentel, que faz parte do Centro Histórico da Capital. Funcionários da loja contaram que esta foi a segunda vez que encontraram escorpião no local. O proprietário do ponto comercial, Júlio Farias, mostrou o animal capturado, que foi colocado dentro de uma garrafa pet com benzina (éter de petróleo). “Os dois eram amarelinhos”, disseram. Em outros estabelecimentos também há registros do aparecimento da mesma espécie de escorpião. Há três meses, a vendedora Moreli levou um susto quando um colega abriu a porta da loja onde trabalha. “O escorpião era meio amarelinho e quase caiu nas minhas costas”, contou. Em outra loja, a gerente Cleide Maria Silva Miranda disse que, num período de seis meses, já foram encontrados três escorpiões. “Um estava morto e outros dois tivemos que capturar”, comentou. A supervisora do Distrito Oeste e bióloga do Centro de Controle Zoonoses (CCZ), Ana Paula de Campos e Silva, informou que o órgão não foi comunicado sobre o aparecimento dos escorpiões na região central. “Quando entram em contato com o CCZ, é feita uma vistoria no local e as pessoas são orientadas sobre como combater e eliminar os possíveis esconderijos do escorpião”. Conforme ela, na região oeste da cidade, onde estão localizados bairros antigos, como o Porto, o animal é encontrado com certa freqüência devido às galerias de água, que também existem há vários anos e, por isso, têm acúmulo de matéria orgânica favorecendo o aparecimento de baratas, alimento dos escorpiões. “Para evitar, tem que combater os focos de baratas”, alertou. Na Capital, a espécie mais comum é o Tityus confluens, conhecido popularmente como “amarelinho” e de característica não tão agressiva. “São de acidentes leves a moderados”, disse. “Noventa por cento dos escorpiões encontrados na Capital são Tityus confluens”, acrescentou. Segundo ela, o Tityus serrulatus, uma das espécies mais perigosas, não existe em Cuiabá. O Centro de Informações Anti-veneno (CIAVE) do Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC), responsável por oferecer tratamento a vítimas de acidentes com animais peçonhentos, atende em média 200 pessoas por mês. Deste total, 55% são pessoas picadas por algum animal. De 10 a 15 dos casos são de escorpiões. Conforme Ana Paula, o escorpião aparece em qualquer época do ano. “Aonde tiver matéria orgânica, que é comida de barata, pode vir a ter escorpião”, enfatizou. Além de manter o quintal e evitar acúmulo de entulho, Ana Paula orientou as pessoas a tampar frestas e os ralos de banheiro ou cozinha para evitar o aparecimento de escorpiões. “Outra dica é limpar pelo menos uma vez as caixas de gordura”, disse. O telefone do CCZ para mais informações é 3617-1684.

Edição EDIÇÃO 16961




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