Uma equipe formada por técnicos da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI) foi deslocada para a cidade de Campinápolis (565 quilômetros a leste da Capital) para avaliar e tomar as primeiras providências para conter a mortes de crianças indígenas na Terra Indígena Parabubure. São 11 técnicos e cinco servidores que começam, a partir de segunda-feira, a diagnosticar o quadro e adotar medidas preventivas. De acordo com informações da SESAI, a equipe atuará como uma força-tarefa nas 105 aldeias da Terra Parabubure, numa espécie de revezamento a cada 15 dias para colocar em prática as medidas anunciadas no início da semana. Os técnicos só deixarão o município depois que as ações estiverem implementadas para garantir melhorias no atendimento à comunidade xavante. Ainda em Campinápolis, os técnicos do Ministério da Saúde constituirão um Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) para elaborar um Programa Conjunto Intersetorial para o enfrentamento dos principais agravos em saúde que acometem o povo indígena xavante. Nesta semana, a Secretaria Especial de Saúde Indígena já havia anunciado a assinatura de convênio com a ONG Organização Nossa Tribo (ONT), no valor de R$ 2,07 milhões para a contratação de mais 104 profissionais para ampliar o quadro funcional; a reestruturação e autonomia do Distrito Sanitário Especial Indígena Xavante (DSEI) e polos base; estruturação da Casa de Saúde do Índio de Barra do Garças e melhorias nas Casas de Saúde do Índio de Campinápolis e Nova Xavantina; definição da rede de referência para os serviços de média e alta complexidade; implantação de saneamento básico nas aldeias e qualificação de equipes multidisciplinares de saúde para o combate das epidemias que vêm causando a mortalidade de crianças xavantes na região. Além dos projetos de reestruturação, o Ministério da Saúde adquiriu seis novas viaturas para reforçar a frota de veículos composta por 15 carros que, atualmente, está parada por falta de manutenção. Desde o final do ano passado, o transporte de pacientes estava comprometido pela falta de veículos para o atendimento nas aldeias, motivo de vários protestos realizados por lideranças indígenas na sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Barra do Garças.