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CIDADES
Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011, 20h:19

CAMPINÁPOLIS

Equipe da SESAI segue às aldeias

FRANCIS AMORIM
Da Sucursal de Barra do Garças
Uma equipe formada por técnicos da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde (SESAI) foi deslocada para a cidade de Campinápolis (565 quilômetros a leste da Capital) para avaliar e tomar as primeiras providências para conter a mortes de crianças indígenas na Terra Indígena Parabubure. São 11 técnicos e cinco servidores que começam, a partir de segunda-feira, a diagnosticar o quadro e adotar medidas preventivas. De acordo com informações da SESAI, a equipe atuará como uma força-tarefa nas 105 aldeias da Terra Parabubure, numa espécie de revezamento a cada 15 dias para colocar em prática as medidas anunciadas no início da semana. Os técnicos só deixarão o município depois que as ações estiverem implementadas para garantir melhorias no atendimento à comunidade xavante. Ainda em Campinápolis, os técnicos do Ministério da Saúde constituirão um Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) para elaborar um Programa Conjunto Intersetorial para o enfrentamento dos principais agravos em saúde que acometem o povo indígena xavante. Nesta semana, a Secretaria Especial de Saúde Indígena já havia anunciado a assinatura de convênio com a ONG Organização Nossa Tribo (ONT), no valor de R$ 2,07 milhões para a contratação de mais 104 profissionais para ampliar o quadro funcional; a reestruturação e autonomia do Distrito Sanitário Especial Indígena Xavante (DSEI) e polos base; estruturação da Casa de Saúde do Índio de Barra do Garças e melhorias nas Casas de Saúde do Índio de Campinápolis e Nova Xavantina; definição da rede de referência para os serviços de média e alta complexidade; implantação de saneamento básico nas aldeias e qualificação de equipes multidisciplinares de saúde para o combate das epidemias que vêm causando a mortalidade de crianças xavantes na região. Além dos projetos de reestruturação, o Ministério da Saúde adquiriu seis novas viaturas para reforçar a frota de veículos composta por 15 carros que, atualmente, está parada por falta de manutenção. Desde o final do ano passado, o transporte de pacientes estava comprometido pela falta de veículos para o atendimento nas aldeias, motivo de vários protestos realizados por lideranças indígenas na sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Barra do Garças.

Edição EDIÇÃO 16967




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