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CIDADES
Segunda-feira, 23 de Abril de 2012, 21h:47

NUTRIÇÃO

Entidade distribui e tenta popularizar o leite de soja

JÉSSICA BENITEZ
Da Reportagem
O consumo de produtos alimentícios oriundos da soja ainda é considerado baixo em todo o Brasil. Uma das principais causas é a falta de divulgação das utilidades que o grão possui no mundo gastronômico. Segundo dados divulgados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o segmento mais forte na indústria da alimentação são bebidas à base da leguminosa, que cresce cerca de 15% ao ano. Com o intuito de reverter essa situação a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) mantém o programa Agrosolidário que engloba quatro vertentes intituladas “Soja é Esporte”, “Soja é Cultura”, “Soja Social” e “Soja é Vida”, sendo o último o carro-chefe do projeto. O objetivo principal é a distribuição do extrato de soja, popularmente conhecido como leite de soja. O líquido é ofertado em 18 instituições espalhadas por 14 cidades: Cuiabá, Rondonópolis, Canarana, Querência, Cláudia, Nova Mutum, Sinop, Sorriso, Tapurah, Campo Novo, Lucas do Rio Verde e Campo Verde. Na capital mato-grossense, a Associação Coxipoense de Deficientes Físicos (ACD) é uma das beneficiadas pelo projeto. Segundo o presidente da instituição, Vantoer Batista de Souza, as pessoas atendidas no local já aderiram ao derivado, algumas pessoas já chegam perguntando sobre o leite e todos aceitaram muito bem a introdução do alimento na refeição. “Muitos inicialmente tiveram certa resistência, pois tinham receio de não gostar do sabor, mas hoje o pessoal aceitou 100%”, garante o líder. Todos os dias, cerca de 60 a 70 pessoas tomam o líquido quando vão à ACD. Os alimentos vindos da soja são ricos em proteínas e contêm baixo teor de gordura. Além disso, rendem mais, já que o grão pode ser aproveitado de várias formas. Recentemente o projeto se expandiu e em breve todas as possíveis receitas feitas com a leguminosa serão ensinadas nas instituições beneficiadas. A finalidade é inserir o grão no dia-a-dia das famílias. A supervisora do Agrosolidário, Patrícia Martins, explica que por conta da falta de habilidade na hora do preparo as pessoas acabam reprovando o sabor da soja. “Mas o que realmente conta é o tempero, a preparação do alimento. É necessário saber manusear de forma correta o grão”, diz ela, informando que a soja deve passar por um processo térmico de modo a retirar o sabor amargo típico.

Edição EDIÇÃO 16961




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