CIDADES
Sábado, 29 de Novembro de 2008, 12h:54
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Enfoque de campanha são idosos
Estabelecida pela Organização Mundial de Saúde, a data de 1º de dezembro deste ano comemora o combate à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) de forma inovadora. Saem de cena as campanhas focadas no público jovem e entram tios de bigode, cabelo branco, rugas e outros sinais da idade. Para o Ministério da Saúde, o aumento nos casos de AIDS em pessoas com mais de 50 anos foi o suficiente para que as campanhas de prevenção ganhassem um novo foco. Não importa se tem 40, 50, 60, ele precisa pensar na proteção, diz Marlene Lopes Plaster, coordenadora estadual do programa de DST/AIDS da Secretaria Estadual de Saúde (SES). A falta de convivência com a pandemia da AIDS, um fenômeno relativamente recente, constitui um dos principais motivos para a preocupação do Ministério da Saúde, e conseqüentemente da SES, com o público dos enta (pessoas com quarenta, cinqüenta, sessenta, setenta anos de idade e por aí vai). Diferente do público de hoje, que convive com este fenômeno, alardeado pela mídia, e possui educação sexual já na escola. Vamos focar diferente, despertando nesse público a importância de se prevenir, explica a coordenadora. Janaína Porto, coordenadora do setor de insumos de prevenção do programa de DST/AIDS da SES, até espera que seja mais fácil orientar este público para se prevenir, como influenciá-los ao uso da camisinha. Os adolescentes, ela diz, revoltam-se quando se deparam com normas. Já os mais velhos valorizam a vida e primam pela qualidade dela. A campanha, inclusive, já obteve boa recepção nos centros de convivência de idosos em cidades do interior do Estado, conta a coordenadora. Assim como o número de idosos aumentou consideravelmente no Brasil inteiro, a tendência foi seguida em Mato Grosso, assim como nos casos de Aids (veja box). (RD)