CIDADES
Sábado, 30 de Junho de 2012, 17h:50
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TEMPOS MODERNOS
Empresas restringem mídias sociais
Temendo vazamento de informações, ataques virtuais e até mesmo a baixa produtividade, grupos filtram quem deve e quem não deve ter acesso
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
As redes sociais como Facebook, Twitter, Youtube e Orkut são ferramentas cada vez mais populares na internet e, como não poderia deixar de ser, não passam despercebidas pelas empresas. Nas pequenas, médias ou grandes corporações o uso desse tipo de tecnologia traz benefícios porque agiliza os negócios. Mas as empresas também se preocupam com a segurança de dados ou documentos confidenciais, além da produtividade dos funcionários. Assim, o uso das mídias sociais é tratado com cautela porque podem representar uma fonte de ataques de vírus ou hackers. Para evitar problemas, as empresas tendem a bloquear ou restringir de alguma forma o acesso. Este é o caso da recém chegada a Cuiabá, a Companhia de Águas do Brasil (CAB Cuiabá), que conta com aproximadamente 580 funcionários, dos quais cerca de 150 têm acesso a computador e à internet. Mas, conforme o diretor geral da concessionária, Ítalo Joffily, somente a área de Comunicação e Tecnologia da Informação têm acesso liberado, pois para estes setores se trata de objeto de trabalho. Pelas redes sociais acompanhamos desde reclamações de clientes ou da comunidade até a existência de vazamentos ou outras demandas que podemos resolver, informa. A CAB Cuiabá presta serviços na área de água e esgoto e faz parte do Grupo Galvão, considerada uma das dez maiores empresas de infraestrutura do país. A proibição de acesso às mídias sociais nas estações de trabalho, segundo ele, se deve a política de segurança da informação da companhia. O mesmo ocorre na concessionária de energia, Centrais Elétricas Mato-grossenses (Cemat), do grupo Rede Energia. Responsável pela Coordenadoria de Tecnologia da Informação da Cemat, Nicássia Hoffmeisteer, destaca que além das redes sociais não é liberado nem portais como o MSN. As mídias sociais são liberadas apenas para algumas áreas como a de Comunicação, para os diretores e os vice-presidentes. Mas para os colaboradores, é restrito devido à política de segurança da empresa, reforça. Às vezes, sem maldade ou sem intenção, podem ser postadas alguma informação restrita. Mas, além do zelo pelas informações da empresa, a proibição ocorre em função dos vírus e possíveis ataques de hackers, acrescenta. A concessionária possui uma ferramenta que faz o bloqueio ou gerenciamento sobre o acesso e uso das mídias sociais. Por outro lado, Hoffmeisteer frisa que estão liberados sites que são necessários para as atividades da empresa, como de planos de saúde, sindicatos de classe, governamentais ou de organizações não governamentais. Na empresa há ainda uma sala de descanso com dois computadores, onde o acesso às redes é liberado para os colaboradores no horário do almoço, entre as às 11h30 às 13h30. A coordenadora comenta ainda que não é possível controlar o acesso às redes por meio de equipamentos pessoais como celular ou smartphone. Mas até o momento, não recebemos reclamações, observa. As redes sociais também podem servir para mediar o grau de satisfação por parte dos clientes ou consumidores, sem falar no uso possível para campanhas de marketing. Nos órgãos estaduais, por exemplo, a política sobre o uso das redes sociais é determinada pelas próprias secretarias. Em algumas, há a liberação, mas com cotas em minutos e, em outras, é vetado. Já o governo do Estado possui o Núcleo Digital que trabalha ou divulga as ações públicas nas redes sociais. Cada uma delas tem uma função. No Facebook, por exemplo, são postados os eventos na área social, no Orkut, são divulgadas vagas de emprego e cursos de capacitação e, no Youtube, as campanhas publicitárias. Já no Twitter, que é seguido pelos jornalistas, as notícias do governo.