CIDADES
Terça-feira, 09 de Abril de 2013, 20h:27
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BAILE FUNK
Empresário diz que PMS começaram confusão
Luiz Henrique afirma que os militares estavam alcoolizados e foram responsáveis pelos disparos, que feriram sete pessoas
GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem
Empresário do Bonde das Maravilhas afirma que quem começou o tiroteio no Cenarium Rural, em Cuiabá, foi um policial alcoolizado. A confusão generalizada aconteceu durante a madrugada do último dia 8 e sete pessoas ficaram feridas e quatro foram detidas pela Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT). De acordo com Luiz Henrique, empresário do grupo de funk Bonde das Maravilhas, a confusão começou a partir de um policial à paisana que entrou armado no recinto. Um absurdo. Todo mundo viu que o cara estava bêbado e armado. Arrumou uma briga lá dentro e começou a atirar em todo mundo. Graças a Deus nada pior aconteceu, afirmou. Após a confusão, quatro pessoas portando armas de fogo foram detidas, entre elas dois policiais militares à paisana, Leonardo Francis Santana e Lecssandro Gonçalves Soares, ambos do Batalhão de Trânsito da PM. Depois de prestar esclarecimentos, os policiais foram soltos. A Polícia Judiciária Civil (PJC) de Mato Grosso afirmou que está investigando o caso e que realizou exames residuográficos, que vão verificar vestígios de pólvora nas mãos dos PMs e dos suspeitos. O vigilante Márcio Rogério Gonçalves, acusado de porte ilegal de arma, também foi preso, mas solto após pagar fiança de um salário mínimo. Outro detido durante a operação foi o jovem Thiago Patrick Galvão, o Passarinho. Segundo a PJC, Passarinho afirmou que atirou em outro integrante da festa com a intenção de matar. No ano passado, Passarinho matou três pessoas atropeladas durante a fuga de um assalto. O veículo também era roubado. Para a organizadora do evento, Diuvana Francisca da Silva, o tumulto começou antes mesmo do show. Segundo ela, a fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente atrasou o evento em uma hora. Ela afirmou também que foi obrigada pela Famato, responsável pelo Cenarium Rural, a contratar aquela equipe de segurança. O que aconteceu aqui foi falta de segurança por conta da equipe que fomos obrigados a trabalhar. Nós tínhamos todos os papéis, todos os alvarás, tudo certo. Conseguimos evacuar o salão em menos de três minutos. O que aconteceu foi uma fatalidade. Segundo a Famato, a empresa tem uma série de normas para a locação do espaço e que a responsabilidade do evento é de seus organizadores. De acordo com a Famato, não há a exigência de contratar uma empresa de segurança específica e sim contratara uma cadastrada na Polícia Federal. Durante o incidente, sete pessoas ficaram feridas, sendo que cinco foram por conta dos disparos e duas pisoteadas no tumulto. Apenas o jovem Luís Henrique Barbosa, de 19 anos, está internado. Ele foi atingido pelas costas e está com a bala alojada no tórax.