O plenário da Câmara de Vereadores ficou lotado de trabalhadores do setor do transporte coletivo. A maioria contrária com mudanças que vêm ocorrendo no sistema. Fizemos uma pesquisa com alguns usuários da linha 607 (Parque Atalaia/Centro) e todos reclamam do atraso dos ônibus, das viagens que ficaram mais longas e não conseguem cumprir os horários, afirmou a cobradora Sandra Paula de Matos, 35 anos, que trabalha na Integração Transportes. Segundo ela, a empresa havia dispensando 18 trabalhadores, mas teve que recontratar porque não teria cumprido o tempo de estabilidade previsto no acordo coletivo. Além disso, Sandra afirma que nem todos os demitidos estão sendo reaproveitados. A informação é contestada pelo representante do Sindicato dos Trabalhadores (Stett), Ledevino Conceição. Até hoje não tem ninguém desempregado. Essa mudança vem sendo discutida há 10 anos (pela categoria), disse, mostrando uma pasta com documentos assinados por funcionários que aceitaram a rescisão voluntária. Ainda conforme ele, 280 trabalhadores já foram remanejados pelas empresas. O vereador Domingos Sávio informou que até a próxima semana entrará com uma representação no Ministério Público pedindo a suspensão das demissões dos cobradores. REDUÇÃO DA TARIFA No último reajuste concedido às empresas, em dezembro passado, a tarifa do transporte coletivo foi de R$ 2,50 para R$ 2,70. De acordo com a assessoria da MTU, foram feitos cálculos tarifários com base nas linhas com e sem cobrador. Caso não houvesse a presença deste profissional em nenhum ônibus, o estudo apontou uma tarifa de R$ 2,48, valor inferior ao praticado atualmente. (JD)