Afogamento acidental, em decorrência de embriaguez. Para o delegado municipal Hamilton Camargo, esta é a mais provável explicação para a morte do acadêmico de medicina Ulisses Sávio Vasconcelos Peixoto, na piscina da fazenda MS, na zona rural de Cuiabá, durante uma festa de estudantes. Segundo ele, o laudo toxicológico produzido pelo Instituto Médico Legal (IML) que já havia declarado o afogamento como causa da morte revelou uma grande quantidade de álcool no organismo de Camargo. Até o momento, não vejo possibilidade de crime algum. Tive acesso aos resultados: era uma dosagem elevada, suficiente para deixar uma pessoa sem coordenação, avaliou o delegado, que pretende encerrar o caso já na próxima semana. TRAGÉDIA A festa era para arrecadar fundos para os formandos de seu curso. Segundo o relato de testemunhas, Camargo demorou excessivamente na piscina, fato que chamou a atenção dos amigos. Quando foi encontrado, porém, já não havia mais socorro. Oriundo de Fortaleza, no Ceará (CE), o estudante chegou a Cuiabá em meados do ano passado. A partir de fevereiro iria cursar o segundo semestre de medicina da Universidade de Cuiabá (Unic). Estava tudo correndo bem lá em Mato Grosso, mas infelizmente aconteceu essa tragédia, explicou ao jornal cearense Diário do Nordeste o engenheiro aposentado Joaquim Peixoto Rodrigues, pai de Camargo.