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CIDADES
Sexta-feira, 09 de Setembro de 2011, 20h:21

ALIMENTO ENTREGUE

Embalagens terão que ter lacre

ALCIONE DOS ANJOS
Da Reportagem
A Câmara Municipal de Cuiabá derrubou anteontem, por unanimidade, o veto do prefeito de Cuiabá, Franciso Galindo, ao projeto de lei que dispõe sobre a utilização de lacre inviolável nas embalagens de alimentos entregues em domicílios. O prefeito ainda poderá regulamentar a lei em 15 dias por decreto, mas, transcorrido o prazo, se não houver manifestação, o presidente da Câmara, Júlio Pinheiro, procederá a promulgação do projeto. “A lei entrará em vigor, resta saber se por decreto do Executivo ou promulgação da Câmara”, explicou Deucimar Silva, que criou o projeto. Porém, após essa fase haverá mais 45 dias para adequação dos estabelecimentos. De acordo com o projeto, o lacre inviolável deve ser usado em todas as embalagens de alimentos para consumo imediato, como marmitex, pizzas, sanduíches e outros. “O objetivo é que o consumidor final receba seus produtos sem perigo de contaminação por pessoas que não participam do preparo”, justificou o vereador, lembrando que a entrega desses alimentos muitas vezes é feita por motociclistas, que correm contra o tempo. “O isolamento das embalagens é algo simples, pode ser um saco plástico com a boca fechada por fita adesiva”, destacou Deucimar. A lei ainda não entrou em vigor, mas já divide opiniões entre consumidores desse tipo de alimento. Para a estudante Lucilene Martins, 18, que adora pedir sanduíches pelo telefone, o lacre inviolável é uma bobagem. “Para garantir uma comida de qualidade é preciso comprar em lanchonetes e restaurantes de boa procedência”, avaliou. “Se a preocupação é com a correria dos motoqueiros, deveriam fiscalizar se eles estão respeitando as leis de trânsito, que é muito mais importante”, criticou. Porém, para o motorista Raufe Alcântara, 32, que almoça de segunda a sexta-feira com alimentos condicionados em marmitex, a medida é importante. “A embalagem da marmitex não é muito segura, às vezes ela abre no caminho”, citou. “Se a embalagem for colocada em uma sacola plástica e lacrada a gente teria a garantia de que a comida está higienizada”, concluiu. A recepcionista Vanderlene Alves da Silva, 44, concorda e ainda acrescentou. “A sacolinha pode ajudar até a manter a temperatura dos alimentos”. O supervisor da loja do centro do Chine in Box, Jordanio Martins de Araújo, acredita que a lei não mudará em nada no restaurante em que trabalha, pois eles já usam um selo de entrega que é obrigatório para os franquiados. “Depois que colocamos esse selo só o cliente irá abrir, e se houver violação, não tem como não perceber, pois o papel do selo é rompido sem possibilidade de ser colado”, assegurou. “Para a gente a lei não interfere em nada. A franquia existe há 15 anos no Brasil e oito em Cuiabá, sempre trabalhamos com a preocupação da garantia da higiene nas nossas entregas”, completou.

Edição EDIÇÃO 16961




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