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CIDADES
Terça-feira, 07 de Dezembro de 2010, 21h:40

Em Várzea Grande, médicos param ambulatório por 2 dias

ALECY ALVES
Da Reportagem
Amanhã e depois, a população várzea-grandense ficará sem atendimento médico ambulatorial no Pronto-Socorro, nas policlínicas, nos postos de saúde e nas unidades do Programa Saúde da Família (PSF). As cirurgias que já estavam agendadas para esses dois dias também estão suspensas. Somente os serviços de urgência e emergência do Pronto-Socorro e das policlínicas serão mantidos. Isso ocorre em virtude da decisão, tomada em assembleia geral na noite de segunda-feira, dos médicos do município. Eles vão fazer uma paralisação de 48 horas em protesto ao descumprimento do um acordo firmado este ano pela prefeitura com a categoria. Conforme os médicos, a prefeitura deveria ter elevado o piso salarial de R$ 1,3 mil para R$ 1,6 mil a partir de setembro. Pelo menos foi isso que a categoria acordou com o secretário de Administração do município, Marcos da Silva. O secretário respondeu à categoria justificando que o pagamento não ocorreu devido à queda na arrecadação. Conforme Marcos Silva, seria possível atender à reivindicação a partir de janeiro de 2011, quando será implantado o novo Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), que reajustaria o piso dos médicos para R$ 1,9 mil. Ele disse ainda que as diferenças do reajuste não concedido seriam pagas junto com a verba indenizatória referente aos meses de novembro e dezembro. O problema é que há dois meses as verbas indenizatórias não estão sendo pagas. Essa questão, disse o secretário, seria consequência do atraso de repasses pelo governo do Estado à Fundação de Saúde de Várzea Grande (Fusvag). Além dessa paralisação de dois dias, os médicos continuam em assembleia permanente com previsão de se reunir novamente no próximo dia 13 para decidir se entram em greve por tempo indeterminado. Assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde(SES) informou no final da tarde de ontem que o estado não tem nenhum repassa pendente ou em atrasado com a Fusvag ou Prefeitura.

Edição EDIÇÃO 16960




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