CIDADES
Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011, 20h:33
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Em MT, estradas têm pavimento mais barato
ALECY ALVES
Da Reportagem
A escolha do modelo mais barato de pavimentação, denominado TSD (Tratamento Duplo Superficial), é apontada como uma das principais causas do baixo desempenho de Mato Grosso na pesquisa da CNT sobre as condições das rodovias brasileiras. O superintende de Programas Especiais da Secretaria Estadual de Transportes e Pavimentação Urbana, Orlando Monteiro, disse que a necessidade de asfaltar e a falta de recursos obrigam os gestores estaduais a optar pelos projetos com custos menores, mesmo sabendo que não seriam os mais apropriados. Conforme Monteiro, desde a década de 80, Mato Grosso vem pavimentando suas rodovias com TSD fazendo planos de posteriormente restaurá-las com camada de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), o que acaba não acontecendo. O resultado do modelo escolhido e a espera por obras complementares que nunca acontecem aumentam a necessidade e elevam os custos de manutenção. Ele observa que a vida útil desse pavimento é bem menor, se comparado ao CBUQ e ao concreto, como o que está sendo aplicado em um trecho da BR-364, na Serra de São Vicente. No quesito geometria, o superintendente explicou que exatamente por precisar abrir mais estradas decidiu-se por acompanhar as condições do terreno, o que significa rodovias com mais curvas, subidas e decidas. Novamente levando em conta os custos da obra, os gestores optam por vias com leitos estreitos, sem acostamento. Em Mato Grosso, destaca, a maioria das rodovias tem plataforma de 9 metros, sendo 7 metros de pista e apenas um metro de segurança para cada lado. Orlando Moreira concorda que as MTs são ruins, mas acha que é melhor assim do que trafegar na lama ou na poeira. Ele informa que o governo está tentando, por meio da negociação da dívida do Estado com a União, levantar R$ 200 milhões para melhorá-las.